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Aécio Neves discute construção de alcooduto em Minas Gerais e Goiás

Aécio recebeu o ex-governador de Goiás Marconi Perillo e representantes do setor sucroalcooleiro de Minas e Goiás. Durante o encontro, eles conversaram sobre a parceria entre os estados para construção de um alcooduto destinado a atender o escoamento da produção de álcool do Triângulo e do Estado de Goiás.

Quarta-feira | 19/04/2006 | 16:04·Atualizado em 28/06/2013 | 21:20
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BELO HORIZONTE (19/04/06) – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, recebeu hoje, no Palácio das Mangabeiras, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo e representantes do setor sucroalcooleiro de Minas Gerais e Goiás. Durante o encontro, eles conversaram sobre a parceria entre os dois estados para a construção de um alcooduto destinado a atender o escoamento da produção de álcool do Triângulo Mineiro e do Estado de Goiás.

O alcooduto será construído com investimentos de até R$ 600 milhões, recursos da Petrobras. Os projetos de viabilidade econômica e de engenharia serão iniciados ainda neste ano. A previsão é de que o empreendimento seja construído em três anos.

Marconi Perillo ressaltou que o alcooduto facilitará o escoamento da produção do interior de importantes regiões e contribuirá, de forma decisiva, para o atendimento da demanda nacional e externa. Ele afirmou que países como o Japão, China, Estados Unidos e, praticamente, toda a Comunidade Européia já estão aderindo ao uso do combustível. “Com a construção do alcooduto, vamos ter condições de fazer o escoamento da produção de álcool do Triângulo Mineiro e do Estado de Goiás para São Paulo e para o mundo de uma forma muito mais competitiva. Tudo o que houver de crescimento no Brasil na produção de álcool, ainda será insuficiente para atender, no futuro, a demanda do Brasil e a demanda externa que tem também uma perspectiva extraordinária”, disse Perillo.

Redução de custos

A vantagem do alcooduto, segundo ele, é que a canalização poderá baratear os custos de transporte do combustível e, possivelmente, o preço final nas bombas. Ele destacou ainda que no trecho entre Senador Canedo e Paulínia já existe o poliduto, o que facilitaria a construção do alcooduto. “O alcooduto funcionará mais ou menos como funciona hoje o poliduto. Você vai alimentando o alcooduto nos terminais específicos com a matéria-prima que sai de Goiás e a matéria-prima que sai também de Minas. Você chegaria ao terminal de Paulínia e de Paulínia para o escoamento do Brasil – o escoamento interno, alimentação interna – e depois também para suprimento do mercado mundial”, explicou.

O início das obras, segundo ele, depende ainda da conclusão de estudos a partir dos dois estados. “Estamos buscando uma alternativa, em Goiás, de parceria com a Petrobras e o governador Aécio (Neves) está fazendo a mesma coisa aqui em Minas”, concluiu.

Redução de preço

O presidente do Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool do Estado de Minas Gerais, Luiz Custódio Cota Martins, também presente no encontro, afirmou que a construção do alcooduto possibilitará a entrada de novos investimentos empresariais nos estados que refletirão no aumento da oferta do combustível e, consequentemente, na diminuição dos preços. “O alcooduto vai significar, tanto em Minas quanto em Goiás, mais novas empresas. Nós precisamos produzir mais álcool para ter maior oferta e, automaticamente, diminuição do preço. Tanto é que, agora, com o aumento da safra, a partir de 15 de maio, o mercado já estará abaixando os preços nas usinas”, disse o presidente Luiz Custódio.

Agência Minas

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