Aécio Neves garante apoio dos governadores às reformas
Aécio Neves garante apoio dos governadores às reformas
O governador, em visita à fábrica da Fiat, em Betim, nesta quinta-feira, reiterou que não faltará apoio dos governadores às reformas previdenciária e tributária e que eles não abrirão mão delas. Ele pediu firmeza da União para que a base governista no Congresso Nacional tenha um discurso uníssono em relação às propostas de reformas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“É muito importante que haja também por parte do governo federal uma coesão no discurso porque, se a base do governo passa a ter um discurso difuso, é natural que os partidos de oposição não se sintam com o mesmo compromisso com aquelas propostas”, disse.
Ele alertou que, caso não haja unidade no discurso na base governista, poderão acontecer dificuldades para a aprovação das propostas, mas defendeu que os parlamentares sejam leais ao presidente Lula. “Confio na liderança do presidente Lula, até porque grande parte da bancada do PT em especial, onde vejo alguns discursos dúbios ou até de rejeição à proposta comandada por ele, se elegeu ao seu lado”, afirmou.
O governador disse não temer um recuo do governo federal em relação à proposta acordada com os governadores para a reforma previdenciária em função de pressão de parte do PT, principalmente no que diz respeito a taxação dos inativos. “Se o governo estiver firme, vamos fazer uma reforma previdenciária adequada, do ponto de vista atuarial, justa e que equacione o sistema em benefício sobretudo dos que vão se aposentar”, prevê.
De acordo com Aécio Neves, a taxação de inativos será o ponto mais polêmico da proposta, mas a expectativa dos governadores, especialmente do PSDB, é que o governo federal mantenha o que foi acordado. “Não se trata de punir ninguém, trata-se de garantir condições atuariais para quem for se aposentar tenha, amanhã, uma remuneração justa, digna. Senão, simplesmente, a Previdência explode”, afirmou.
O governador alertou para a singularidade do momento político favorável para a votação das reformas. “Acho que o ambiente, o caldo político para as reformas é único. Ele não se repetirá lá adiante. É preciso apenas que os partidários do presidente Lula cumpram com o seu dever de solidariedade ao governo que elegeu boa parte da bancada que lá está”, disse.