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Notícia

Agentes municipais farão levantamento de áreas para intervenções do Plantando o Futuro na sub-bacia do Serra Azul

Projeto coordenado pela Codemig esteve em Mateus Leme, Itaúna e Igarapé no início dos trabalhos de execução, em parceria com a Agência RMBH

Quarta-feira | 06/07/2016 | 09:35·Atualizado em 06/07/2016 | 09:45
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O projeto Plantando o Futuro iniciou o mês de julho com os resultados da passagem pela sub-bacia do Serra Azul. Nesta ação, o projeto coordenado pela Companhia de desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) contou com a parceria da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH) para a proposta-piloto de implantação. Discussões e encontros foram realizados junto às comunidades de Serra Azul, em Mateus Leme (20/6), de Freitas, em Itaúna (22/6), e de Igarapé (30/6).

Nesta proposta, acertada a partir da apresentação da Agência RMBH sobre a preservação de nascentes e infraestrutura de armazenamento de água na região, a ideia era trabalhar as áreas no entorno do Reservatório Serra Azul. O reservatório, segundo a agência metropolitana, juntamente com os do Rio Manso e Vargem das Flores, responde por cerca de 50% do abastecimento da RMBH, o que dimensiona a sua relevância para a gestão do abastecimento de água.

A respeito das ações na região, a Codemig informou, por meio de sua assessoria, que os encontros mobilizaram proprietários rurais das localidades, com o propósito de viabilizar o plantio de 250 mil mudas na Bacia do Ribeirão Serra Azul. Como desdobramento, “agentes das prefeituras dos três municípios percorrerão cada propriedade rural fazendo o levantamento das áreas que passarão pelas intervenções e a consequente assinatura dos termos de anuência”, reforça a companhia, em nota oficial.

Embora ainda no começo de sua fase de execução, a Codemig aponta que o projeto já tem apresentado bons resultados. A assessoria confirma, por exemplo, a realização do lançamento do projeto no município de Gouveia, em 20 de abril, na presença de oito prefeitos e 270 pessoas, e também em Caeté, no dia 26 de abril, com boa receptividade. A instituição aponta que esta mobilização faz parte do convênio com o Instituto Espinhaço, que objetiva o plantio de três milhões de mudas em 53 municípios da Serra do Espinhaço, atingindo as Bacias Hidrográficas do Alto Rio Doce, Médio São Francisco e Jequitinhonha.

“Além dessas iniciativas, estão em andamento os preparativos para o plantio de 2,8 milhões de árvores em 26 assentamentos para a reforma agrária, que estão devidamente legalizados pelo Incra. Paralelamente, está em desenvolvimento o trabalho de mobilização, junto aos produtores rurais da Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu, para a recuperação de mil nascentes nesta região”, confirma a Codemig.

“Junto a outras instituições parceiras, como a ONG ‘No Ato Ambiental’, de Pará de Minas, a equipe do Plantando o Futuro está finalizando a elaboração de projetos para a recuperação de duas mil nascentes na Bacia do Rio Pará, afluente do Alto São Francisco, além da recuperação de nascentes no município de Brasópolis junto ao Grupo Dispersores, visando a restauração hídrica do Rio Sapucaí”, sinaliza a Companhia, ao fim de sua nota institucional.

Plantando o Futuro

Coordenado pela Codemig, o projeto foi instituído pelo Decreto 46.974 de 2016 e tem a meta de plantar 30 milhões de mudas, recuperar 40 mil nascentes, seis mil hectares de mata ciliar e 2 mil hectares de áreas degradadas em todos os 17 territórios de Desenvolvimento de Minas Gerais, até 2018.

O projeto está alinhado às necessidades ambientais da atualidade, fazendo frente aos desafios impostos pelo aquecimento global e pela escassez hídrica. Também foi pensado para antecipar ações que facilitem o desenvolvimento das futuras gerações, incentivando o reflorestamento e a preservação da natureza por meio de ações de educação ambiental.

As prioridades são as nascentes dos rios e seus afluentes, áreas degradadas, matas ciliares e arborização urbana. O envolvimento da população no projeto é um dos pontos-chave do programa. Para tanto, as ações do “Plantando o Futuro” estão sendo conduzidas por um grupo de trabalho formado por representantes de secretarias, empresas estaduais e outros órgãos, estabelecendo também um diálogo com parceiros do setor privado, do setor acadêmico, municípios, produtores rurais, ONGs, associações e outras entidades do poder público em âmbito federal, estadual e municipal.

O Plantando o Futuro também é uma ação reconhecida internacionalmente, sendo um dos quatro projetos brasileiros selecionados para exposição no Pavilhão das Cidades e Regiões do Programa de Ações Transformadoras (TAP – Transformative Actions Program), na COP-21, 21ª Conferência do Clima, organizada pela ONU, em Paris.