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Notícia

Agricultores Familiares de Inimutaba planejam investir em doces de frutas

Com a ajuda da Emater-MG, eles já produzem rapadurinhas para programas de alimentação escolar

Sexta-feira | 19/04/2013 | 11:09·Atualizado em 30/06/2013 | 07:57
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Fábrica de Inimutaba produz as rapadurinhas desde 2010
Fábrica de Inimutaba produz as rapadurinhas desde 2010 / Crédito: Flávio Tadeu Nahas

Agricultores de sete comunidades rurais de Inimutaba, na região Central, se preparam para diversificar as atividades de agroindústria que mantém no município. Desde 2010, a fábrica produz rapadurinha para fornecer a programas de aquisição de alimentos da agricultura familiar e de merenda escolar. A meta agora é também investir na fabricação de doces de frutas de pomar, tais como goiaba, manga, abacaxi e banana, e de frutas nativas como o pequi. A proposta é aproveitar o período de ociosidade da unidade, para investir em novo projeto durante a entressafra de cana-de-açúcar, que vai de dezembro a maio.

O escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) do município está montando um projeto junto à Associação Comunitária das Microlocalidades, visando concorrer a uma chamada pública da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)/BNDES. O objetivo é obter recursos para comprar novos equipamentos tais como: câmara de congelamento, tacho a vapor, despolpadeira e envasadora de polpa. “Queremos aproveitar o potencial da fábrica na entressafra, possibilitando o seu funcionamento durante o ano todo para gerar mais renda aos produtores” explica o extensionista agropecuário do escritório local da Emater-MG Flávio Tadeu Nahas.

Atualmente, o empreendimento beneficia direta e indiretamente cerca de 30 famílias rurais do município, com a comercialização da rapadurinha para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que repassa o produto para a merenda escolar de alunos de oito escolas públicas de Inimutaba. A iniciativa acontece por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Doação Simultânea. A produção da fábrica de rapadura também fornece para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nos municípios de Monjolos e Presidente Juscelino, onde respectivamente foram comercializadas em 2012, 1.400 rapadurinhas e em 2011, 4.700 unidades do doce para a alimentação de estudantes locais.

A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte também já adquiriu no ano passado 6.750 quilos da rapadurinha de Inimutaba para o restaurante popular. E o produto ainda é vendido no comércio local do município e em Curvelo. De acordo com Flávio Tadeu, os frutos atuais dessa iniciativa começaram a ser semeados em 2006, quando agricultores da Associação Comunitária das Microlocalidades se reuniram para definir um projeto produtivo para a comunidade. “Naquela ocasião, realizamos um diagnóstico que apontou o alto potencial para a produção de rapadura, uma vez que grande parte dos associados já fazia isso individualmente, e os melhores produtos tinham grande aceitação no mercado”, relata.

Outro aspecto que vem contribuindo para o sucesso da empreitada, segundo o extensionista local, é a manutenção dos viveiros de mudas de cana-de-açúcar melhoradas geneticamente. Montados em 2008 pelos associados, com recursos próprios e orientação da Emater-MG, esses viveiros estão localizados nas comunidades de Brejo Grande, Açude e Porteiras. Em 2012, a área plantada de canas nas propriedades desses associados atingiu cerca de 40 hectares.

E uma novidade que deve melhorar ainda mais a produção de rapadurinhas é compartilhada pelo técnico Flávio Tadeu: “ Começamos os viveiros com três variedades de cana-de-açúcar e agora estamos com dez. Vamos testar para saber qual delas vai ter melhor rendimento e maior resistência a doenças e pragas”, revela.