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Ajuste barateia contas de água e esgoto para o baixo consumidor

A política tarifária de água e de esgoto da Copasa será ajustada a partir de 1º de março com o objetivo de adequá-la a uma nova realidade de consumo. O primeiro ajuste será no índice mínimo de consumo a ser faturado, que passará de 10 m³/mês para 6 m³/mês. Essa mudança beneficiará cerca de 3 milhões de consumidores.

Sexta-feira | 24/02/2006 | 19:57·Atualizado em 17/05/2013 | 18:49
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BELO HORIZONTE (24/02/06) – A política tarifária de água e de esgoto da Copasa será ajustada a partir de 1º de março com o objetivo de adequá-la a uma nova realidade de consumo. O primeiro ajuste será no índice mínimo de consumo a ser faturado, que passará de 10 m³/mês (10 mil litros/mês) para 6 m³/mês. Essa mudança beneficiará cerca de 3 milhões de consumidores que, até então, pagavam 10m³, mas consumiam até 6 m³. Além disto, todos os clientes que utilizam os serviços de água e esgoto e consomem até 6m³/mês terão suas contas reduzidas (residencial social em 3%; residencial normal em 2,2%; público em 1,15%; comercial em 1,1% e industrial em 0,9%), já considerando o reajuste médio da ordem de 7,6% que entrará em vigor também a partir do dia 1º de março.

A tarifa de esgoto que, atualmente, é igual à tarifa de água para todas as categorias de consumidores, passará para 90% do valor que é pago pela água. O objetivo é estimular a adesão aos serviços de coleta de esgotos. Atualmente, nos mercados atendidos pela empresa, quase 300 mil imóveis têm o serviço à disposição e não estão conectados à rede coletora.

As tarifas sociais de água e de esgoto, que beneficiam moradores de imóveis com até 44 m2 de área construída, continuarão a merecer especial atenção da Copasa, com descontos de até 57,5% sobre os preços normais. Para os baixos consumos, as contas também ficarão mais baratas a partir de março. Elas terão uma redução de 3% para quem consome até 6 mil litros de água/mês. Neste caso, a conta de água e esgoto cairá de R$ 11,48 para R$ 11,13.

Já o reajuste tarifário será variável e obedecerá a critérios de consumo, buscando, também, incentivar o uso racional de água. Comprovando o resultado desta política, nos últimos 7 anos o consumo médio, por unidade abastecida, caiu quase 20%, passando de 17,71 m³ de água/mês, para 14,47 m³ de água/mês. Hoje, quase a metade dos consumidores residenciais enquadrados na tarifa mínima consome até 6 m³/mês e serão beneficiados com a redução das contas. Na categoria comercial, a medida beneficiará 45% dos clientes. Já na categoria pública, o benefício atingirá 40% dos imóveis e se estenderá a 29% dos imóveis industriais.

A nova política tarifária da Copasa provocará uma redução de R$ 0,56 nas contas de água e esgoto dos consumidores residenciais, não enquadrados na tarifa social, e com consumo de até 6 m³ de água/mês, faixa em que se encontram 26% dos consumidores. O acréscimo nas contas será de apenas R$ 0,19 para quem consome 7 m³, e de R$ 2,43 para quem consome 10 m³ de água/mês, o que representa um reajuste de 9,5%. Com consumo variando entre 7 e 10 m³/mês, encontram-se outros 26% de clientes residenciais da Copasa, que continuarão a receber um desconto de 5% sobre os preços normais.

As tarifas comerciais de água e esgoto sofrerão uma redução de R$ 0,40 para as contas de clientes que consomem até 6 m³ de água/mês, faixa em que se encontram 45% dos consumidores da categoria. O acréscimo será de apenas R$ 0,36 para quem consome 7 m³; e de R$ 2,68 para consumos de 10 m³ de água/mês. Nestas faixas encontram-se outros 23% dos clientes comerciais.

As contas mensais de água e esgoto dos consumidores industriais ficarão mais baratas em R$ 0,37 para consumos de até 6 m³ de água/mês. Nesta faixa encontram-se 29% dos consumidores do setor industrial. O acréscimo será de apenas R$ 0,36 para os consumos de 7 m³; e de R$ 2,55 para os consumos de 10 m³.

No setor público as contas serão reduzidas em R$ 0,42 para imóveis com consumo de até 6m³ de água/mês. Nesta faixa estão 40% dos consumidores da categoria. O acréscimo será de apenas R$ 0,42 para imóveis com consumo de 7 m³, e de R$ 2,96 para os que consomem 10 m³ de água/mês.

Mesmo com o reajuste autorizado, os preços praticados pela Copasa continuarão entre os mais baixos do Brasil, quando comparados com as tarifas praticadas pelas outras empresas estaduais de saneamento. São os mais baratos na categoria industrial e ficam em segundo lugar entre os mais baixos nas categorias pública e comercial. Na categoria residencial, treze das vinte e quatro empresas praticam preços maiores que os da Copasa, sem levar em conta que boa parte dessas empresas ainda não anunciou o reajuste das tarifas em 2006.

Em 2005, os preços dos principais insumos utilizados pela Copasa tiveram altas expressivas. Entre os produtos químicos utilizados no tratamento de água, a cal subiu 35,25%, o cloreto férrico 29,17% e o ácido fluossilícico 20%. Os combustíveis subiram 14,39%, os materiais em ferro fundido 16%, a energia elétrica 18,76%, as tarifas dos correios 9,26%. Já as despesas com carga fiscal da Copasa subiram 36,09%, quando comparados os valores pagos em 2005 e 2004.

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