Alimentação escolar é tema do programa Roda de Conversa
O programa destaca a Escola Estadual Djalma Marques, em Ribeirão das Neves, que desenvolve pratos nutritivos e saudáveis
Alimentação saudável a gente também aprende na escola? Para Élido Bonomo, presidente do Conselho Federal de Nutrição, a resposta é sim: “É preciso entender a escola como um espaço mágico que pode ser utilizado como instrumento transformador na contribuição da educação e entendendo a educação alimentar e nutricional como educação para a vida”. Esse é o ponto de vista defendido por Bonomo, ele é um dos convidados da Roda de Conversa desta segunda-feira (25), no Canal Minas Saúde, a partir das 11h e cujo tema é a escola e a formação de hábitos alimentares saudáveis.
A opinião também é compartilhada por Rosane Nascimento, gestora técnica do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Ministério da Educação. “O ambiente escolar é muito propicio para que se desenvolvam ações no campo da educação alimentar nutricional, hoje a politica publica de alimentação escolar conta com um marco legal evoluído, mas ainda precisamos avançar”, constata.
Fechando o trio de convidados, Maria Lisboa de Oliveira, membro da Comissão Temática de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável. No programa espaço para debater as exigências legais sobre o tema, além da divisão de responsabilidades entre os entes federativos. Atualmente na legislação brasileira há um item explícito que orienta a verba repassada pelo governo federal é para compra exclusiva para gêneros alimentícios e para alimentação dos alunos, mas estudos estão sendo feitos pelo Ministério da Educação para ampliar esse atendimento, como explica Rosane Nascimento.
“Já discutimos muito isso internamente e há estudos, projeções e uma sensibilidade do MEC para avaliar o quanto isso repercutiria no volume de orçamento para o PNAE, alocar um percentual a mais para a compra, então há uma intenção em que isso seja estendido a toda a escola, não só aos alunos”, esclarece a gestora do MEC.
Para Maria Lisboa a possibilidade do governo federal estender o atendimento aos professores e servidores da educação, será um avanço. “A gente concorda e seria muito bom se a gente pudesse estender a alimentação aos profissionais da educação na escola, principalmente dentro de uma programação educacional”, acredita.
Lisboa chama atenção ainda para os números das refeições nas escolas estaduais de Minas Gerais. “São 3.686 escolas, cerca de 2 milhões e 400 mil alunos com refeições sendo oferecidas diariamente é um desafio fazer uma alimentação que agrade aos estudantes mas muitas escolas têm conseguindo comprar da agricultura familiar, além de regionalizar seus cardápios, estamos enfrentando esses desafios”, garante.
Tá na Roda
O programa traz ainda a participação da Escola Estadual Djalma Marques, em Ribeirão das Neves, mostrando o trabalho desenvolvido pela gestão e pelo Programa de Alimentação Escolar para que pratos cada vez mais nutritivos e saudáveis integrem o dia a dia da escola. Também é apresentada uma experiência do programa Cultivar, nutrir e educar, uma articulação intersetorial do Governo de Minas executada em conjunto pelas secretarias de Estado de Educação, Saúde e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O vídeo foi produzido em parceria com o Canal Minas Saúde.
Idealizado pela Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores e a Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Educação, o programa é uma parceria com a Rede Minas de Televisão. Interessados em participar podem enviar críticas, dúvidas ou sugestões de temas e comentários para magistra.rodadeconversa@educacao.mg.gov.br ou ligar para (31) 3379-8289.