Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Alunos da rede pública estadual fazem doações no Dia Mundial do Doador de Sangue

Parceria entre a Secretaria de Educação e a Hemominas levou alunos da E.E. Professor Francisco Brant para doarem sangue pela primeira vez.

Quinta-feira | 14/06/2012 | 16:59·Atualizado em 30/06/2013 | 04:35
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp

Em um gesto solidário, alunos da Escola Estadual Professor Francisco Brant, no bairro Caiçara, em Belo Horizonte, foram à Fundação Hemominas, nesta quinta-feira (14), para doar sangue por primeira vez. Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, por meio do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas), que atua fomentando a cidadania nos alunos da rede pública estadual, a Fundação Hemominas está levando os seus profissionais às salas de aula para conscientizar os alunos sobre a importância da doação de sangue.

De acordo com a Portaria do Ministério da Saúde (1.353/2011), jovens de 16 e 17 anos podem doar sangue, desde que acompanhados dos pais ou responsáveis ou declaração assinada pelos mesmos, autenticada em cartório. São poucos os jovens que sabem disso, e a parceria com o Peas abre as portas das escolas de Minas Gerais para que a conscientização seja uma rotina e que os alunos possam atuar como multiplicadores, bem como os professores que estão sendo capacitados.

A escola Professor Francisco Brant já passou por essas etapas, e a direção, no Dia Mundial do Doador de Sangue, convidou alunos e professores para fazerem a doação. Vitor Hugo Botaro, de 19 anos, aluno do 3º ano do turno da manhã, participou da visita. “Eu já tinha pensado em doar sangue antes, mas nunca tinha ido. O movimento na escola me fez decidir por doar hoje. Achei tranqüilo, e pretendo doar mais vezes”, diz.

Estudante do turno da noite, Roger Lima da Silva, de 18 anos, também acompanhou o grupo. “Quando meu melhor amigo sofreu um acidente, há algum tempo, eu quis doar sangue para ajudar, mas não pude por não ter o peso ideal. Agora, com a palestra e com os amigos indo juntos, resolvi doar pela primeira vez”, conta.

O professor de Biologia da escola, Vítor Meinberg, é doador há 22 anos. Ele fez a capacitação da Hemominas e está aplicando o conteúdo nas salas de aula: “Os alunos estão bem receptivos. Tinham muitas dúvidas, e queriam saber principalmente o que é necessário para ser um doador. Alguns queriam saber se dói, outros questionaram as etapas do processo. Muitos se convenceram a doar, e o importante agora é manter o tema sempre vivo, conscientizando também as próximas turmas”, afirmou.

Pensando no futuro

Outra vertente da parceria é o programa Doadores do Futuro, que tem foco nos alunos do 6º ano do ensino fundamental. Eles ainda não têm idade para doar, mas já são conscientizados sobre a importância desse gesto. Helen Dupim, responsável pelo Setor de Captação do Hemocentro de Belo Horizonte, ressalta a necessidade do trabalho que vem sendo feito nas escolas. “Incentivar a doação na adolescência é uma forma de garantir novos doadores no futuro. Estamos trabalhando com o estoque abaixo de 40% e precisamos aumentar o número de doadores para que, em eventos como a Copa do Mundo, que será realizada em dois anos, estejamos preparados para, se preciso, salvarmos vidas”, explicou.