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Anastasia recebe medalha de Centro Acadêmico da UFMG

Quinta-feira | 14/08/2008 | 12:28·Atualizado em 29/06/2013 | 17:17
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BELO HORIZONTE (14/08/08) - O vice-governador Antonio Augusto Anastasia foi homenageado, nessa quarta-feira (13), com a Medalha José Carlos Novais da Mata Machado, que faz parte das comemorações dos 100 anos do Centro Acadêmico Afonso Pena (Caap) da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A data também comemorou os 50 anos da Divisão de Assistência Jurídica (DAJ) da Faculdade de Direito.

Após receber a medalha, o vice-governador agradeceu a homenagem, que segundo ele, deve ser pelo seu público amor à Faculdade de Direito da UFMG. "Devo a minha formação acadêmica aos exemplos que tive nessa casa". Anastasia citou momentos históricos vividos pelo Caap como a Revolução de

1930, a campanha "Petróleo é Nosso”, a Ditadura Militar, as Diretas Já e a luta pela redemocratização do país. "José Carlos entregou a própria vida em prol de uma luta, o que não é muito comum nos dias de hoje, devido à liberdade de ir e vir e de se expressar. Os 100 anos do Caap são de extrema importância, pois representam a força dos estudantes da Faculdade de Direito", ressaltou Anastasia.

O presidente da Ordem dos Advogados de Minas Gerais (OAB/MG), Raimundo Cândido Júnior, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, o ex-deputado estadual Antônio Faria Lopes e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence também foram condecorados com a medalha.

O irmão de José Carlos, o professor Bernardo Novais da Mata Machado, recebeu o prêmio Hugo Andrade Santos. “José Carlos decidiu lutar acima de tudo, e entregou a própria vida”, disse o professor.

O Caap foi fundado em 1908, sendo a mais antiga entidade estudantil de Minas Gerais. Em 1937, o Diretório Acadêmico passou a ser denominado Centro Acadêmico Afonso Pena, em homenagem a um dos fundadores da Faculdade de Direito da UFMG. Durante a ditadura, o Caap foi invadido pela polícia e teve seus arquivos tomados. José Carlos Novais da Mota Machado era um dos diretores na época da invasão, quando foi perseguido, preso e morto em 1973, aos 27 anos. Participaram da solenidade diversos ex-presidentes do Caap, como o secretário de Estado de Defesa Social, Maurício Campos Júnior.