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Notícia

Associações de Aimorés, atendidas pelas Emater-MG, recebem Prêmio Bari Sustentável

O concurso destinou um total de R$ 130 mil para projetos sociais de geração de emprego e renda

Quarta-feira | 13/11/2013 | 14:33·Atualizado em 13/11/2013 | 14:34
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Associação do Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Capim conquista 1º lugar do Prêmio Bari com projeto de fabricação de alimentos sem agrotóxicos
Associação do Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Capim conquista 1º lugar do Prêmio Bari com projeto de fabricação de alimentos sem agrotóxicos / Crédito: Divulgação

Duas entidades associativas de agricultores familiares, atendidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), no município de Aimorés, na região Leste do Estado, tiveram projetos vencedores do 1º Prêmio Bari Sustentável. Uma delas, a Associação do Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Capim (Adafac) conquistou o primeiro lugar no ranking de 12 selecionados com o projeto Produção Limpa de Alimentos da Agricultura Familiar, que prevê o fornecimento de alimentos sem a utilização de agrotóxicos.

“Estamos muito felizes. Vamos poder melhorar nossa estrutura e ampliar a produção”, disse o presidente da entidade, Ovenil Domingos da Silva, durante o recebimento do prêmio de R$ 30 mil. Fundada em 2006, a Adafac representa 150 famílias de agricultores familiares. Segundo a extensionista da equipe local da Emater-MG, Eunice Maria Viana, o grupo produz hortifruti, mel e alimentos processados como biscoitos e polpa de frutas.

De acordo informações do escritório da Emater-MG de Aimorés, a associação da comunidade Alto Capim conta com a participação de 60% de mulheres. E a produção do grupo vai para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab, na modalidade Compra e Doação Simultânea, atendendo escolas públicas municipais, creches, igrejas, asilo, hospital, Apae e outras instituições filantrópicas, além de famílias carentes. A estimativa é de que até três mil pessoas sejam beneficiadas pelo programa.

Outra entidade contemplada pelo Prêmio Bari, em Aimorés, foi a Associação Campo em Arte que ficou entre as finalistas e recebeu R$ 5 mil. Criada em janeiro de 2012, a Campo em Arte reúne dez famílias de mulheres rurais que apostaram no artesanato do bambu como fonte de renda e trabalho.

Com o incentivo e suporte da Emater-MG que capacitou o grupo, a Campo e Arte aprendeu a trabalhar a farta matéria-prima da região. Considerada praga por alguns proprietários rurais que combatem as plantações, a planta agora vira móveis, redes e outros objetos de uso e decoração, segundo a extensionista Eunice. “Aqui tem muito bambu devido ao clima e as mulheres souberam aproveitar esse presente da natureza que é renovável”, explica.

O Prêmio Bari Sustentável é uma iniciativa da Vale do Rio Doce em parceria com as ONGs Agir, Mais, Unir e Vidas. O concurso destinou um total de R$ 130 mil para projetos sociais de geração de emprego e renda das cidades de Baixo Guandu (no Espírito Santo), Aimorés, Resplendor e Itueta. Bari é a sigla formada pelas iniciais dos municípios e que dá nome ao território, impactado pela implantação da Hidrelétrica Eliezer Batista.