Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais teve desembolso e lucro recorde em 2010
O BDMG publica nesta quinta-feira (24), no Minas Gerais, o balanço de 2010, com destaque para o desempenho operacional. Os desembolsos atingiram o patamar recorde de R$ 1,39 bilhão, um crescimento de 34,2% em relação a 2009, assim como o lucro de 2010, que foi de R$ 84 milhões, um aumento de 33% em relação aos R$ 63 milhões do exercício anterior.
BELO HORIZONTE (24/02/11) - O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) publica nesta quinta-feira (24), no Minas Gerais, o balanço de 2010, com destaque para o desempenho operacional. Os desembolsos atingiram o patamar recorde de R$ 1,39 bilhão, um crescimento de 34,2% em relação a 2009, assim como o lucro líquido de 2010, que foi de R$ 84 milhões, um aumento de 33% em relação aos R$ 63 milhões do exercício anterior.
O número de clientes atendidos também cresceu em 2010, refletindo o esforço do Banco em ampliar o acesso ao crédito, e adequar seus produtos e serviços às necessidades das empresas mineiras. Foram 6.858 operações de crédito junto a 5.774 clientes, números 35% maiores do que os do ano anterior. Também aumentou em 23% a presença do Banco nos municípios. No final do ano passado, o BDMG tinha contratos ativos em 662 municípios, número que equivale a cerca de 80% do total de cidades do Estado e onde estão concentrados 96% da população e 98% do PIB estadual.
No ano passado, o patrimônio líquido do BDMG chegou a R$ 1,023 bilhão, um crescimento de 2% em relação ao patrimônio de R$ 1,002 bilhão em dezembro de 2009. De acordo com estimativas, os projetos financiados pelo Banco viabilizaram a efetivação de mais de R$ 2,3 bilhões em investimentos produtivos no Estado, com criação, entre empregos diretos, indiretos e induzidos, de cerca de 80.000 postos de trabalho.
Mais recursos para municípios
Outro grande destaque da atuação do Banco em 2010 foi o aumento do volume de recursos destinados ao desenvolvimento das cidades mineiras, com crescimento de 375,5% no financiamento de projetos das administrações públicas municipais. A aplicação deste montante de recursos em projetos de infraestrutura, saneamento, vias públicas e transporte escolar, que levam benefícios diretos para a população, reafirma o empenho do BDMG em contribuir para o desenvolvimento econômico regional.
Os indicadores em 2010 mostram, também, crescimento considerável de recursos para as regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e Leste do Estado, que totalizaram R$ 169,3 milhões, com crescimento de 125,7% em comparação com o mesmo período de 2009.
Todos os financiamentos feitos pelo BDMG obedecem às leis ambientais e, no ano passado, foram liberados R$ 35,8 milhões para 42 empresas, em projetos com impacto positivo direto para o meio ambiente. Ainda em 2010, o BDMG avançou no convênio de cooperação técnica assinado com o BID em 2009, com objetivo de prover suporte ao Estado na busca da erradicação dos lixões e incentivo ao Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos (Girsu).
Outras conquistas e contribuições
O BDMG teve em 2010 uma participação ativa no projeto Agenda de Melhorias, que apontou caminhos para a construção de um futuro inclusivo e sustentável no Estado. Os documentos finais sintetizam as boas práticas de gestão adotadas pelo Governo de Minas Gerais, contribuindo para o aprimoramento da administração pública orientada para resultados. Outra contribuição importante para o Estado foi uma proposta de ações estratégicas para os próximos 20 anos.
Em 2010, o BDMG, em reavaliação do rating pela Agência Moody's Investors Service, elevou sua nota de Ba2 para Ba1, com perspectiva estável, o que coloca o Banco a um passo do grau de investimento.
Outra ação do BDMG no ano passado para fomentar a economia mineira foi o ingresso como investidor em dois Fundos de Investimento em Participações (FIPs), com um compromisso de investimento total de R$ 12,5 milhões. Também está em fase final de estruturação um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) voltado para cadeias produtivas do Estado. Este fundo vai começar com um patrimônio de R$ 100 milhões e poderá atingir o montante de R$ 500 milhões.
