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Cafés produzidos no Estado são destaque no concurso da ABIC

Os cafeicultores mineiros se destacaram no 2º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, considerado o maior do mundo. Todas as quatro amostras enviadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas ficaram entre os finalistas do concurso, que teve mais de 2.500 inscritos.

Quinta-feira | 24/11/2005 | 18:18·Atualizado em 03/05/2013 | 05:34
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BELO HORIZONTE (24/11/05) – Os cafeicultores mineiros se destacaram no 2º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, considerado o maior do mundo. Todas as quatro amostras enviadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) ficaram entre os finalistas do concurso, que teve mais de 2.500 inscritos.

O produtor Cláudio Carneiro Pinto (Fazenda Grota São Pedro), de Carmo de Minas, conquistou o segundo lugar, enquanto Mariana de Carvalho Junqueira (Rancho São Benedito), de Dom Viçoso, ficou com a terceira colocação.

O leilão nacional da Associação Brasileira da Indústria do Café aconteceu em 19 de novembro, durante o 13º Encontro das Indústrias de Café (Encafé), realizado no Hotel Blue Tree Park - Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Os outros mineiros classificados foram Fabiana Idalina de Andrade (Fazenda Itaim), de Cachoeira de Minas, que ficou no 6º lugar, e Ademir Alves de Azevedo (Sítio Babilônia), de Juruaia (MG), em 14º lugar.

As dez sacas de Cláudio Carneiro Pinto foram arrematadas pelo Consórcio Qualidade Brasil (das marcas Café Campeão, Café São Braz, Café Astória Real e Café Sobesa), que ofereceu R$ 2.230 por saca. O produtor de Carmo de Minas foi o terceiro colocado no concurso ABIC do ano passado, na categoria Cereja Descascado, e também foi premiado no concurso BSCA - CUP 2004.

A vencedora do concurso foi a paulista Fernanda Silveira Maciel Raucci (Fazenda Terra Preta), de Pedregulho (SP). Ela recebeu R$ 8.150 por saca de café para a aquisição do seu lote de 10 sacas com preparação natural, alcançando um recorde mundial de preço. O lance foi dado pelo Consórcio Brasil (das marcas Café Pelé, Café Damasco, Café Santa Clara e Café Bom Dia).

Alta qualidade

O concurso nacional ABIC de Qualidade do Café tem o objetivo de incentivar a produção de cafés de alta qualidade, divulgar o café como bebida e hábito, e promover o segmento junto aos consumidores. Os 16 lotes concorrentes do concurso foram selecionados nos quatro estados brasileiros que realizaram concursos regionais de qualidade do café: Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Cada Estado podia apresentar os quatro lotes vencedores nos certames estaduais. Dois lotes na categoria Café Cereja Descascado e dois lotes na categoria Café Natural. "A seleção de todas as mostras de café de Minas comprova a qualidade e o sucesso do trabalho feito em agregação de valor que estamos implantando no Estado. A proposta desse projeto é fazer de Minas Gerais referência na cafeicultura de excelência", comenta o coordenador estadual de Culturas da Emater-MG, Marcelo de Pádua Felipe.

Os cafés classificados no concurso serão industrializados pelas torrefadoras compradoras e serão comercializados com a identificação do selo 2ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil nas redes de supermercado do país. Cada lote, com dez sacas de 60 quilos cada um, foram disputados por 32 empresas de várias regiões do país.

O regulamento da ABIC permitiu a formação de consórcios para apresentar os lances. Foram formados cinco consórcios. Segundo as regras do concurso, as indústrias compradoras teriam de apresentar o lance mínimo superior em 30% ao preço da saca fixado na Bolsa de Mercadorias & Futuros do dia anterior, o equivalente a R$ 375 a saca.

Agência Minas

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