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Câmaras Técnicas da Agricultura mostram resultados em Minas

Terça-feira | 12/12/2006 | 14:49·Atualizado em 25/05/2013 | 10:48
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BELO HORIZONTE (12/12/06) - As Câmaras Técnicas do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa) da Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) apresentaram o resultados obtidos no ano de 2006. O encontro foi realizado, nesta terça feira, em Belo Horizonte, e contou com a presença do secretario de Agricultura, Marco Antonio Rodrigues da Cunha, do secretário-adjunto Marcelo Franco, do coordenador-geral do Cepa, Lindomar Antonio Lopes, e representantes de diversos setores agropecuários.

Os trabalhos foram apresentados por cada um dos coordenadores das câmaras, criadas para dar suporte à formulação da política do agronegócio mineiro em parceria com a iniciativa privada. As câmaras técnicas que mostraram os resultados foram: Aquacultura, Avicultura, Bovinocultura de Leite, Bovinocultura de Corte, Suinocultura, Café, Ovino-Caprinocultura, Grãos, Floricultura e Fruticultura. Também houve apresentação de duas câmaras temáticas: a de Defesa Agropecuária e de Seguro e Crédito Rural.

Durante a apresentação, o secretário Marco Antonio traçou um perfil da agropecuária no Estado observando que o ano não foi dos melhores para a agricultura, “talvez o pior dos últimos quatro anos”. Vários motivos contribuíram para que o ano se tornasse mais difícil para agropecuária não só de Minas, mas no Brasil. Segundo o secretário, alguns setores importantes não alcançaram bons preços nos mercados e ainda houve o endividamento de produtores e o cambio negativo. O fator climatológico também prejudicou o setor, atingindo várias culturas. Mas, ao mesmo tempo, o trabalho desenvolvido pelas câmaras técnicas envolvendo toda cadeia produtiva de diversos setores contribuiu de forma decisiva para dar suporte e evitar que prejuízos fossem maiores. Um exemplo é a explosão da produção de cana-de-açúcar com 40 novos projetos e investimentos na ordem de R$ 3 bilhões, com previsão de tornar Minas o segundo maior produtor do Brasil.

Outro destaque foi a bovinocultura, que por meio de sua câmara técnica apresentou bons resultados. Dentre eles os programas do Governo em parceria com os frigoríficos, aumentando as exportações para mercados que pagam melhores preços. Isto devido ao programa de sanidade, rastreabilidade, melhor qualidade e cortes especiais dentro de ações integradas de toda a cadeia produtiva conduzidas pelas diretrizes da câmara.

De acordo com o secretário, o trabalho das câmaras, orientado pelos planos setoriais elaborados em 2005 e 2006, foi bastante positivo e possibilitou ao Governo adotar medidas em benefício dos setores. “O setor de café, por exemplo, foi beneficiado pela alteração da sistemática de venda do produto para outros estados, que resultou em maior tranqüilidade para o setor e na dinamização do comércio para os grandes centros, principalmente São Paulo”, explicou. “Para mudar o sistema tributário anterior, que expunha as empresas compradoras de outros estados ao risco de passivo fiscal, a Câmara Técnica de Café fez gestões junto à Secretaria da Fazenda de Minas, que levou o tema ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e conseguiu resolver o problema”.

O secretário considera também que “a apresentação das ações do governo para o desenvolvimento do agronegócio, com base no trabalho das câmaras setoriais e temáticas, mostra o acerto da criação desses foros, sobretudo diante da crise que o setor rural tem enfrentado nos últimos três anos.”

Buscar novas parcerias, aprimorar a cadeia produtiva de cada setor, incentivar o maior consumo dos produtos, melhorar a qualidade e criar mais políticas voltadas para os pequenos agricultores, principalmente no apoio à comercialização e articular medidas que facilitem em tempo hábil o acesso ao crédito, são medidas que, segundo o secretário, vão fortalecer e alavancar a agropecuária mineira e dar sustentação para que as câmaras possam produzir melhores resultados. “Mas para isto é preciso começar a planejar desde já para 2007/08 e 2009. Isto é, um planejamento a médio e longo prazo, e neste sentido as câmaras têm papel extremamente importante”, explicou o secretário. “Desta forma, já vamos marcar uma nova reunião do Cepa para março de 2007 com objetivo de traçar novos rumos, propor correções e adequar as diretrizes”, afirmou.

Parceria

O Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa), instituído pela Lei Delegada nº 105, de 29 de janeiro de 2003, é composto por representantes de instituições do governo estadual, entidades privadas do agronegócio e conta também com parceiros federais. Presidido pelo secretário da Agricultura, o foro criado para propor medidas de desenvolvimento rural e dar suporte à sua realização é integrado ainda pelas seguintes instituições: Emater-MG, Epamig, IMA e Ruralminas, vinculadas à Secretaria da Agricultura, Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Secretaria Extraordinária para Assuntos de Reforma Agrária, Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Secretaria de Planejamento e Gestão, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Também integram o Cepa estas instituições: Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sociedade Mineira de Agricultura (SMA), Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (Smea), Superintendência do Ministério da Agricultura em Minas Gerais, Associação dos Produtores de Hortigranjeiros do Estado de Minas Gerais (Aphemg), Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg) e Associação dos Frigoríficos de Minas Gerais (Afrig).