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Notícia

Câmeras reforçam segurança na Praça da Liberdade

O patrimônio cultural da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, passou a contar com seis câmeras de videomonitoramento, instaladas pela Polícia Militar e Secretaria de Defesa Social. O secretário Maurício Campos Júnior, disse que o sistema está em franca expansão devido aos bons desempenhos: reduziu em até 40% os índices de violência onde foi instalado.

Quinta-feira | 25/09/2008 | 18:36·Atualizado em 16/06/2013 | 17:49
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BELO HORIZONTE (25/089/08) - Desde esta quinta-feira (25), o patrimônio cultural da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, passou a contar com seis novas câmeras de videomonitoramento, instaladas pela Polícia Militar e Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). O lançamento oficial aconteceu na sede do Comando Geral da Polícia Militar, onde foi feita uma simulação do funcionamento do sistema.

No vídeo apresentado num telão, dois figurantes tentaram escalar as grades do Palácio da Liberdade; em seguida abordaram um moça de forma ostensiva e um deles tirou da mochila um objeto não identificado, guardando no bolso da calça. Toda a ação foi acompanhada pela Central de Videomonitoramento que, via rádio, contatou a viatura mais próxima, passando detalhes da movimentação dos “suspeitos”. A equipe da Polícia Militar chegou ao local em três minutos. “Este é o tempo médio que as equipes deverão gastar, quando acionadas, de qualquer ponto da cidade”, anunciou o Comandante-Geral da PM, Hélio dos Santos Júnior.

O secretário de Estado de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, disse que o sistema está em franca expansão devido aos bons desempenhos apresentados: reduziu em até 40% os índices de violência nas áreas onde foi instalado. A partir das primeiras câmeras disponibilizadas na capital, em 2004, seguiram-se pedidos para o interior do Estado. O Governo do Estado já investiu cerca de R$ 17 milhões na instalação de 307 câmeras de videomonitoramento em Minas Gerais.

A princípio, a implantação do sistema no interior do Estado ocorreu de acordo com a disponibilidade de parceria dos poderes municipais. Mas agora, de acordo com o secretário, há a tendência de se inverter o processo. Ou seja, a Polícia Militar vem desenvolvendo os projetos, identificando as áreas e cidades mais necessitadas e a Seds adquirindo os equipamentos e firmando as parcerias. Já contam com o sistema de videomonitoramento – também conhecido como Olho Vivo - Uberlândia, Montes Claros e Itabira. As próximas cidades a serem contempladas serão Viçosa e Sete Lagoas. Atualmente, 126 câmeras estão em funcionamento no interior de Minas Gerais.

No caso da Praça da Liberdade, que apresenta baixo número de ocorrências criminais, a instalação das câmeras justifica-se pelo fato do local ser “um marco da cidade, com um fluxo incomum de pessoas em relação a outros pontos da cidade”. Sem falar que trata-se de um dos mais belos cartões postais da capital mineira e abriga prédios históricos em seu entorno. Em contrapartida, Campos Júnior destacou outras áreas da cidade que não têm valor patrimonial, mas que já foram contempladas com o sistema como a Pedreira Prado Lopes, além de outras que estão em estudo como as regiões de Venda Nova, Barreiro e toda a extensão da Linha Verde. As câmeras, que passaram a funcionar nesta quinta-feira, foram instaladas nos seguintes pontos: avenida Bias Fortes com rua da Bahia; avenida Cristóvão Colombo com avenida Brasil; rua Gonçalves Dias com Bahia; avenida João Pinheiro com Praça da Liberdade, no coreto da Praça, e na Secretaria de Fazenda.

Campos Júnior ressaltou ainda que a eficácia do sistema vai além de simplesmente monitorar, podendo servir como equipamento à disposição das próprias corporações para estudo e avaliação das suas abordagens e treinamentos a partir de casos concretos. Além disso, o videomonitoramento faz parte de uma política de segurança pública não sendo uma medida desassociada de outras como, por exemplo, a disponibilidade de efetivos da PM, a terceirização de frota que contribui enormemente para respostas rápidas às demandas da população, modernização da rádio-comunicação e o projeto Cinturão de Segurança que busca proteger e monitorar as fronteiras de Minas com outros estados.

O sistema de videomonitoramento surgiu em 2004 por meio de uma parceria entre a Seds, a PMMG, a Câmara de Dirigentes Lojistas e a Prefeitura de Belo Horizonte. O objetivo é monitorar 24 horas por dia em áreas de alta incidência de crimes contra o patrimônio, as chamadas “Hot-Spots” e de criminalidade em geral. O investimento no projeto até agora é de R$ 17 milhões, referentes à instalação de 307 câmeras, sendo 155 só em Belo Horizonte e 126 no interior. Sete Lagoas e Viçosa deverão receber até o final do ano, respectivamente, 27 e 9 câmeras. Na região central de Uberlândia, foram investidos R$ 4 milhões na instalação de 72 câmeras; em Montes Claros, o investimento inicial foi de R$ 2 milhões para 27 câmeras, com um acréscimo de R$ 500 mil para mais nove equipamentos. Já a região central de Itabira conta com 18 unidades com um investimento de cerca de R$ 900 mil.