Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Casa Civil reúne representantes da saúde pública para aperfeiçoar fluxo de tratamento para doença rara em Minas

Encontro tem objetivo de criar um protocolo para melhorar a qualidade de vida de pacientes com epidermólise bolhosa

Quinta-feira | 24/08/2023 | 12:05·Atualizado em 24/08/2023 | 12:32
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp
Bruno Cantini / Ascom SCC

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Epidermólise Bolhosa (EB) e aperfeiçoar o fluxo de tratamento da doença rara, que é feito pelo SUS, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Aro, se reuniu com o vice-governador, Professor Mateus, e representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, FHEMIG e dos principais hospitais públicos do Estado, na última terça (22/8). 

Essa já é a segunda reunião sobre o Protocolo Clínico de Diretrizes e Tratamento da Epidermólise Bolhosa (PCDT EB) na Secretaria de Estado de Casa Civil, que iniciou com a Debra Brasil, associação nacional da doença.  

O encontro teve como objetivo dar continuidade à implantação e aperfeiçoamento do protocolo, que pretende aprimorar o tratamento dos pacientes com EB na saúde pública de Minas por meio de capacitação profissional, acompanhamento e criação de um fluxo adequado.  

O secretário Marcelo Aro apresentou dados preocupantes sobre o índice de mortes de doentes raros no Brasil, em muitos casos pela falta de um protocolo. Ele ressaltou que o PCDT EB estabelece os critérios diagnósticos e terapêuticos da epidermólise bolhosa, além de descrever os principais sintomas e a forma de tratamento das lesões. Para o titular da Casa Civil, a série de ações alivia o sofrimento das famílias com as complicações decorrentes das feridas e permite que o Estado tenha um planejamento para a compra de insumos, evitando a judicialização do tratamento.  

“Por vários aspectos o PCDT EB é essencial na vida da família do paciente. Hoje temos esse protocolo que ameniza a dor de quem precisa conviver com as dificuldades impostas pela doença, dá ao Estado a possibilidade de melhorar o tratamento com o mapeamento dos casos e, assim realizando previamente a compra de remédios e insumos, sem a necessidade de uma decisão judicial que obrigue a compra emergencial. De uma forma geral, atualmente 30% dos doentes raros não chegam aos cinco anos de idade, e isso é trágico”, explicou Aro.  

Para o presidente da Debra Brasil, Leandro Rossi, a aprovação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Epidermólise Bolhosa representa um avanço no tratamento dessa doença. Porém, o pós aprovação é que garante que as pessoas que têm a epidermólise bolhosa receberão o tratamento adequado. Ou seja, é fundamental que os profissionais da saúde tenham conhecimento dos critérios de diagnósticos e terapêuticos descritos no PCDT EB para que os pacientes com EB recebam o adequado tratamento.  

A assessora da Casa Civil para doenças raras e pessoas com deficiência, Juliana Zebral, disse que os próximos esforços do Estado são a criação de um grupo de trabalho para discutir a otimização do fluxo de atendimento conforme as diretrizes do PCDT EB, o mapeamento no Estado das pessoas com Epidermólise Bolhosa para possibilitar a otimização dos recursos públicos e as possibilidades de avanço com a telemedicina.