Cemig investe em geração de eletricidade em pequena escala
BELO HORIZONTE (29/05/07) – A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em parceria com o Núcleo de Excelência em Geração Térmica e Distribuída (Nest) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), desenvolveu, de 2000 a 2006, o projeto Avaliação experimental de sistema de ciclo combinado com microturbinas a gás, motores Stirling e células a combustível para geração de eletricidade. O projeto, que contou com recursos de R$ 2 milhões durante o período de execução, foi apresentado durante a Semana de Inovação Tecnológica, que está acontecendo na Cemig e vai até sexta-feira (1o).
Segundo o engenheiro de Tecnologia e Alternativas Energéticas, André Martins Carvalho, o desenvolvimento tecnológico tem permitido a avaliação da geração eficiente de eletricidade em pequena escala. Além disso, a desregulamentação do setor energético, o incentivo à produção independente de energia elétrica e a crise energética têm aumentado a procura por unidades de geração de rápida instalação e de baixo impacto ambiental.
“Esse cenário apresenta condições favoráveis para avanços tecnológicos e posiciona a Geração Distribuída como uma saída de grande potencial para expansão do atendimento em regiões remotas. Como exemplos desse tipo de geração, pode-se citar: motores de combustão interna, microturbinas a gás, motores Stirling e as células a combustíveis”, explica.
A Geração Distribuída é definida basicamente como sendo a geração de pequeno porte, modular e localizada próximo ao local de consumo. Distingue-se do modelo tradicional de geração centralizada por não utilizar o sistema de transmissão e está intimamente ligada às alternativas energéticas. “Esse conceito de geração vem sendo introduzido no mundo apoiado na abertura dos mercados dos setores elétrico, gás e de petróleo. Outros fatores que têm impulsionado esse modo de geração são as questões ambientais e o amadurecimento das tecnologias aplicadas para esse tipo de geração”, afirma André Martins.
Ele acrescenta que essa é uma tendência mundial e existe uma expectativa para a utilização das tecnologias de Geração Distribuída para suprir a expansão da demanda em algumas regiões, principalmente, as mais afastadas do centro de geração ou com restrição de transmissão e geração. “Elas podem ser usadas em fazendas para produzir água quente, conservar alimentos ou refrigerar leite”, exemplifica.
Para implementar novas tecnologias de geração distribuída, a Cemig investe em parcerias com universidades e centros de pesquisa. “Desta forma, a empresa pretende atender o cliente, perto ou longe, com qualidade e segurança, de forma centralizada ou distribuída”, explica André Martins. A empresa tem muitos ganhos, como o atendimento a clientes isolados, oportunidades de negócio, atualização das tecnologias emergentes, formação de mão-de-obra especializada e o fornecimento de energia com qualidade e de baixo impacto ao meio ambiente.