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Cemig mostra ações ambientais e operação de Peti

Quarta-feira | 04/06/2008 | 13:12·Atualizado em 12/06/2013 | 21:10
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BELO HORIZONTE (04/06/08) - Comunidades e lideranças do entorno da Usina de Peti, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), irão conhecer, nesta quinta-feira (5), em São Gonçalo do Rio Abaixo, região Central do Estado, os procedimentos operativos da hidrelétrica e as ações ambientais praticadas em seu entorno. O evento acontece, a partir das 8h30, no auditório da usina, localizada na MG 129, km 59, na zona rural daquele município.

De acordo com o hidrometeorologista Alexander Gonçalves da Silva, da Cemig, a iniciativa visa esclarecer o papel da Cemig e mostrar sua interação e contribuição com moradores e localidades em que suas usinas estão instaladas. “É uma diretriz da empresa interagir com as comunidades, e uma das formas é promover apresentações dessa natureza. Nessas ocasiões, temos a oportunidade de explicar como funcionam as usinas e também mostrar os benefícios que elas propiciam, dentre os quais pagamentos de royalties, geração de ICMS e criação de empregos”, diz, enfatizando que, da mesma forma, são apresentadas as maneiras como a empresa lida com rios e ecossistemas, sempre buscando a harmonização socioambiental.

Soltura de pássaros

Vídeo institucional, seguido de palestras sobre operação de reservatórios, segurança de barragens e ações ambientais, está na programação da manhã, enquanto, à tarde, os convidados participam de visitas guiadas à usina e à Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti. Na estação ambiental, todos poderão apreciar uma revoada de pássaros que serão soltos, após 90 dias de estada em processo de recuperação para posterior reintegração ao habitat.

Estação ambiental de Peti

A Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti foi inaugurada, em 1983, por iniciativa da Cemig, para ser um centro de pesquisas da fauna e flora nativas. A unidade tem contribuído para a formação acadêmica, por meio de convênios com outros centros de pesquisa e com universidades. Banhada pelo Rio Santa Bárbara (Bacia do Rio Doce), a estação tem 606 ha e mais quatro córregos em seus limites. Toda essa extensão é considerada importante área de transição, por se localizar no contraforte ocidental da Serra do Espinhaço, zona limítrofe entre a Mata Atlântica e o Cerrado.

Tanto Peti quanto as outras cinco unidades de conservação mantidas nas instalações da Cemig são cadastradas como abrigo no Projeto Asas – Áreas de Soltura de Animais Silvestres, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Nessas áreas, espécies da fauna provenientes de apreensões pela Polícia Ambiental e pelo Ibama são recuperadas, readaptadas e devolvidas à natureza em condição de sobrevivência.

A usina de Peti foi fundada em 1946, opera com duas máquinas e tem capacidade instalada de 9,6 MW.