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Cemig registra lucro de R$ 1,2 bilhão em 2003

Cemig registra lucro de R$ 1,2 bilhão em 2003

Quinta-feira | 01/04/2004 | 00:00·Atualizado em 28/05/2013 | 09:39
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Depois de sofrer prejuízo de R$ 1 bilhão em 2002, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) fechou o ano passado com lucro de R$ 1,2 bilhão ou de R$ 7,39 por lote de mil ações. O presidente da empresa, Djalma Bastos de Morais, atribuiu o resultado positivo à estratégia implementada pela companhia no último ano. “Elevamos o valor de mercado da empresa para R$ 7.440 milhões, o que representa 80% da meta prevista para 2006, que era de R$ 9.200 milhões. Em relação a 2002, houve um crescimento de 82%”, explicou.

“Isso mostra que nosso objetivo de crescer e criar valor, como determinado pelo acionista controlador, o Estado de Minas Gerais, está produzindo resultados em velocidade superior ao que estimávamos”, acrescentou Morais. Ele disse, ainda, que os resultados de 2003 confirmam a solidez dos fundamentos da Cemig, principalmente os indicadores financeiros, que se comportaram de maneira a permitir uma reestruturação do vencimento da dívida em 2004.

Fornecimento de energia elétrica

A receita com fornecimento bruto de energia elétrica apresentou, entre janeiro e dezembro de 2003, um crescimento de 31,5% em relação ao mesmo período de 2002, sendo que, no trimestre, o crescimento foi de 29,5%.

Os principais fatores que impactaram a receita com fornecimento bruto de energia foram o reajuste nas tarifas de 10,51% a partir de 8 de abril de 2002 (efeito integral no exercício de 2003); reajuste nas tarifas de 31,53% a partir de 8 de abril de 2003; aumentos dos valores cobrados dos consumidores referentes ao Encargo de Capacidade Emergencial e aumento de 1,7% no volume de energia vendida.

O crescimento de vendas a consumidores finais foi de 0,9% no ano, comparado ao período anterior, ao passo que o consumo residencial cresceu 2,6%, e o comercial 3,6%. Por outro lado, o consumo industrial decresceu 0,6% como resultado da não renovação de contratos de fornecimento por parte de consumidores industriais que desenvolveram projetos próprios de geração.

 

MWh

R$ mil

 

ANO

ANO

 

2003

2002

2003

2002

Residencial

6.528.746

6.360.335

2.330.449

1.791.096

Industrial

21.715.148

21.906.479

2.874.841

2.191.718

Comercial

3.402.088

3.283.429

1.040.675

791.300

Rural

1.783.220

1.704.626

332.435

252.291

Outros

2.478.052

2.329.123

499.593

370.292

Consumo próprio

55.028

50.064

-

-

Fornecimento não faturado, líquido

-

-

100.800

60.923

Suprimento

621.288

313.392

32.739

20.469

Transações no MAE

-

-

23.848

513.127

TOTAL CONSOLIDADO

36.583.570

35.947.448

7.235.477

5.991.216

Responsabilidade social

A direção da empresa destacou, ainda, suas ações de responsabilidade social, como investimentos de R$ 42 milhões em projetos ambientais; ligação de 152 mil novos consumidores; atendimento a mais de 1,4 milhão de consumidores de baixa renda; pagamento de R$ 3,4 bilhões em impostos, taxas e contribuições e R$ 834 milhões entre salários e participação nos lucros pagos aos empregados.

Conselho propõe desverticalização da Cemig

O Conselho de Administração vai propor aos acionistas a desverticalização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), transformando a empresa em uma holding à qual estarão vinculadas uma empresa de geração e transmissão de energia, uma distribuidora e uma terceira empresa que englobaria as demais controladas. A informação foi dada ontem (01/04) pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e presidente do Conselho de Administração da Cemig, Wilson Brumer, durante a apresentação dos resultados da empresa, que fechou o ano com um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão.

O secretário explicou que a proposta de desverticalização está em consonância com o novo modelo do setor elétrico, regulamentado pela Lei Federal 10.848, e deverá ser encaminhada também à Assembléia Legislativa. Pela proposta, a holding deterá 100% do capital das subsidiárias de geração e transmissão e de distribuição. A legislação dá um prazo de dois anos para a concretização da desverticalização, mas Brumer afirmou que a intenção é realizar a mudança com tranquilidade, mas no menor prazo possível.

O Conselho da Cemig aprovou também a proposta de uma política de distribuição de dividendos. Se aprovada pela Assembléia Geral Ordinária (AGO), a partir do exercício de 2004, metade dos lucros obtidos pela Cemig será dividida entre os mais de 121 mil acionistas. A proposição engloba ainda uma antecipação de rateio de dividendos em novembro e o restante em junho do ano seguinte, após a consolidadação dos resultados. Para 2004, a proposta é de se distribuir R$ 320 milhões entre os acionistas.

Outra proposta a ser submetida à AGO é fazer o aditamento dos contratos de Contas com Resultados a Compensar (CRC), cujos aditivos atuais somam R$ 2,4 bilhões. A proposta do acionista controlador é fazer a amortização das CRCs em 64 parcelas semestrais. Para tanto, 58% dos dividendos destinados ao Estado seriam retidos nas mesmas datas em que a Cemig fizer a distribuição aos acionistas. Esses 58% correspondem a 6,44% do lucro líquido da empresa, considerando-se a atual participação do Estado no capital total. Esse proejto também será apresentado à Assembléia Legislativa.