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Notícia

Ceresp Juiz de Fora inaugura galpões para empacotamento de embalagens e malharia

Um espaço será destinado ao empacotamento de embalagens plásticas e o outro de meias. Estruturas foram montadas por meio de parceria

Quinta-feira | 10/10/2013 | 14:19·Atualizado em 10/10/2013 | 14:20
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A construção dos galpões de trabalho durou 15 dias e foi realizada com a mão de obra dos detentos
A construção dos galpões de trabalho durou 15 dias e foi realizada com a mão de obra dos detentos / Crédito: Divulgação/Seds

Dois galpões de cerca de 60 metros quadrados cada serão, a partir desta quinta-feira (10), o local de trabalho de 17 presos do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora, na Zona da Mata. As estruturas são resultado de uma parceria entre a direção da unidade e duas empresas da cidade. Um espaço será destinado ao empacotamento de embalagens plásticas e o outro de meias. O evento de inauguração contou com a participação de servidores e familiares dos detentos.

Em um dos galpões, 8 presos ficarão responsáveis por empacotar e separar os produtos que são fabricados pela empresa de Hiperroll Embalagens Plásticas. O trabalho será realizado sempre de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Para a construção e montagem do galpão, localizado do lado externo na unidade, a empresa parceira investiu cerca de R$ 10 mil. Duas máquinas que fazem o empacotamento e separação das embalagens foram instaladas no local.

No outro galpão, que fica dentro do Ceresp, 9 detentos terão como atividade a finalização da confecção de meias produzidas pela Malharia Meias Luxor. Neste local, os presos irão passar, dobrar, empacotar e etiquetar as peças que, a partir daí, estarão prontas para entrega e comercialização.  Para colocar o galpão em funcionamento a empresa também investiu cerca de R$ 10 mil.

Para o detento Rodrigo de Azevedo Januário, de 33 anos, a oportunidade oferecida pelo Centro de Remanejamento vai ajudar não somente no aprendizado de uma profissão, mas também irá beneficiar a sua família, já que ele será remunerado pelo trabalho.  “Tenho certeza que o certificado que vou receber vai me abrir portas quando eu voltar para o convívio social”, disse.

De acordo com diretor geral do Ceresp, Giovane de Moraes Gomes, a construção dos galpões de trabalho durou 15 dias e foi realizada com a mão de obra dos detentos.  Segundo ele, durante 30 dias os presos receberão uma capacitação para manusear os novos equipamentos e, no final, receberão um certificado de profissionalização. 

“Além de custodiar, nosso objetivo é capacitar e empregar as pessoas privadas de liberdade, oferecendo além da remição da pena, a remuneração que ajuda na manutenção das famílias e a profissionalização do detento, o que contribui para a diminuição da reincidência no sistema prisional”, disse. 

Oportunidade

Outras iniciativas já apresentam resultados positivos no Ceresp de Juiz de Fora, entre elas o trabalho de 36 presos em uma malharia montada em um galpão de 100m² dentro da unidade, onde são produzidas, por dia, 200 dúzias de cuecas. “O nosso objetivo é chegar ao final do ano com 190 presos trabalhando no Ceresp e, por isso, as parcerias são sempre bem vindas nesse processo”, disse.  Geovani ressalta ainda que a contribuição dos diretores setoriais do Ceresp contribui para o bem estar e para a promoção da dignidade no estabelecimento prisional. Em breve, uma fábrica de blocos estrutural, utilizados no calçamento de vias públicas e grandes estacionamentos será inaugurada na unidade e empregará mais nove presos.   Os detentos já estão em fase de adaptação para trabalhar com o maquinário.

Procissão

Nete sábado (12), 40 presos irão participar de uma procissão que sairá às 6h30 da porta do Ceresp em direção à Igreja Matriz do Bairro Linhares, onde está localizada a unidade prisional.  A iniciativa faz parte do projeto “O preso na Missa”, desenvolvido pela direção da unidade e que todo mês leva cerca de 30 detentos à missa em uma igreja católica que fica próxima à unidade.  Após a celebração, uma confraternização é oferecida pela igreja aos detentos, seus familiares e servidores da unidade.

Durante a procissão, os presos serão acompanhados por agentes penitenciários.  “A participação dos custodiados no evento foi autorizada pela Vara de Execução de Juiz de Fora. Além do voto de confiança no preso, a ação é o reconhecimento do trabalho do sistema prisional pela própria comunidade e familiares dos presos”, afirmou o diretor do Ceresp.