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Certificação verde do Mineirão é tema de encontro no Ministério do Esporte

A bem-sucedida e pioneira experiência do Governo de Minas de transformar o Mineirão em um estádio ambientalmente sustentável foi apresentada durante a I Oficina sobre Certificação e Gestão Sustentável das Arenas da Copa de 2014. O evento, em Brasília, reuniu representantes das câmaras temáticas de meio ambiente e sustentabilidade das 12 cidades-sede.

Quarta-feira | 30/11/2011 | 18:33·Atualizado em 15/06/2013 | 09:33
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Brasília (30/11/11) - A bem-sucedida e pioneira experiência do Governo de Minas Gerais de transformar o Mineirão em um estádio ambientalmente sustentável foi apresentada durante a I Oficina sobre Certificação e Gestão Sustentável das Arenas da Copa de 2014, realizada pelo Ministério do Esporte, nesta quarta-feira (30), em Brasília. O encontro reuniu representantes das câmaras temáticas de meio ambiente e sustentabilidade das 12 cidades-sede para discutir certificação verde de infraestruturas esportivas. 

Para o gerente do Projeto Copa Sustentável 2014 da Secopa, Vinícius Lott, o trabalho realizado no estádio é exemplar por vários motivos. “Um deles é sua localização sustentável, bem como o projeto de eficiência no uso de água e energia, e também a destinação sustentável de pelo menos 80% dos resíduos, que hoje é um dos grandes desafios da construção civil”, conta.

Uma das metas da modernização do Mineirão é obter o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Para isso, o novo estádio já prioriza padrões, ferramentas e procedimentos aceitos e entendidos internacionalmente como ecologicamente corretos. Desde o início das obras, em 2010, o Mineirão tem contratado um serviço de consultoria LEED, habilitado a acompanhar a obra e realizar o controle dos processos e registro rigoroso dos documentos exigidos para a certificação. O procedimento permite o controle de execução das práticas sustentáveis junto ao conselho do Green Building Council Institute (GBCI), organização com sede nos Estados Unidos que confere a certificação. “Faz um ano que o Mineirão adota essas medidas, o que nos favorece nessa disputa para a obtenção do selo”, lembra Lott.

No Mineirão, o concreto, por exemplo, é transformado em brita, e o metal é usado em usinas recicladoras para emprego na indústria. A água da chuva é coletada em um reservatório e usada, principalmente, para lavar as rodas dos caminhões que circulam no canteiro. Isso gera economia de 80 mil litros por dia. “A nova cobertura vai captar energia solar e transformá-la em elétrica. Essa energia acumulada será suficiente para atender 1.200 residências de médio porte. Tudo o que é possível é reaproveitado. Por exemplo, cerca de 55 mil cadeiras foram doadas para diversos estádios de Minas”, lembra Lott.

Dentre as medidas em andamento que relacionam o canteiro do Mineirão com uma obra ambientalmente sustentável estão: a doação de terra a outras obras na capital;  reuso do gramado em projeto de inclusão social do Governo de Minas; preferência por produtos sustentáveis, como tintas à base de água; e reutilização do concreto demolido na pavimentação de ruas.

O novo Mineirão contará com um reservatório para aproximadamente 6 milhões de litros  de água de chuva, quantidade suficiente para descargas dos sanitários,  irrigação do gramado e jardins, e limpeza das áreas externas, em caso de estiagem de três meses. Com a economia gerada, em três anos haverá compensação financeira para esse investimento.

Minas Gerais quer ser referência como sede da Copa também na redução de emissão de gás de efeito estufa. Já foi dado o primeiro passo para elaboração de um inventário com todas as ações que emitem esses gases. Essa é a primeira providência para estabelecer em seguida ações de compensação.