Cetec promove capacitação sobre algas bioindicadoras
A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) está realizando esta semana programa de capacitação de recursos humanos sobre "Morfologia das Bactérias para classificação de Diatomáceas". O curso está sendo ministrado pela pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, Telma Veiga Ludwig, e coordenado pela pesquisadora do Setor de Recursos da Água (SAA/Cetec) Célia de Fátima Machado.
BELO HORIZONTE (02/06/09) - A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) está realizando esta semana programa de capacitação de recursos humanos sobre "Morfologia das Bactérias para classificação de Diatomáceas". O curso está sendo ministrado pela pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, Telma Veiga Ludwig, e coordenado pela pesquisadora do Setor de Recursos da Água (SAA/Cetec) Célia de Fátima Machado.
Participam do curso cerca de 15 pessoas, entre elas bolsistas e funcionários do Cetec, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e UFMG.
Célia Machado informa que as Diatomáceas são algas aquáticas que costumam ser indicadas para avaliação da qualidade da água, especialmente em ambientes lóticos (de água corrente). “Elas se mantém agarradas ao substrato e por isso são melhores bioindicadoras em algumas situações em que o fitoplancton é estudado”, explica.
A pesquisadora do Cetec ressalta que ainda não existe, para os rios mineiros, um estudo mais detalhado a respeito dessas algas e por isso o curso está sendo uma boa oportunidade de compartilhar experiências. “A Telma (Ludwig) já trabalhou bastante nesse tipo de ambiente enquanto nós ainda estamos no início. Por isso, a presença dela traz uma grande contribuição para nós”, afirma.
A pesquisadora da Universidade Federal do Paraná ressalta que é muito importante o Cetec investir em cursos para aprimorar conhecimentos numa área que é tendência certa para o futuro. “No exterior, os bioindicadores já são bastante usados. Isso acontece em todos os lugares da Europa, na América, em diversos continentes. No Brasil, nosso sistema é muito diferente do deles. Estamos na fase descritiva, ainda no início, porque eles já conhecem todas as características de suas águas, enquanto no Brasil ainda não pudemos fazer isso. O país é muito grande. Isso é um agente complicador”.
Telma acredita que futuramente o país irá desenvolver índices padronizados de bioindicadores e espera que nas análises de rotina eles possam funcionar bem para nortear a avaliação da qualidade das águas.