Cine Humberto Mauro apresenta filmes inéditos em Belo Horizonte
A partir desta segunda-feira (21), o Cine Humberto Mauro abre sua sala para a exibição da mostra Inéditos em BH. A apresentação, que é dedicada a filmes realizados nos últimos anos e ainda não exibidos na cidade, se estende até o dia 20 de março. Os ingressos custam R$ 5,00 com meia entrada conforme a lei. Ao todo, serão exibidos sete filmes.
BELO HORIZONTE (21/02/11) - A partir desta segunda-feira (21), o Cine Humberto Mauro abre sua sala para a exibição da mostra Inéditos em BH. A apresentação, que é dedicada a filmes realizados nos últimos anos e ainda não exibidos na cidade, se estende até o dia 20 de março. Os ingressos custam R$ 5,00 com meia entrada conforme a lei.
Ao todo, serão exibidos sete filmes. O público poderá assistir a três sessões por dia, que se intercalarão durante as semanas. Os filmes que estarão em cartaz são: Filme Socialismo; Vincere; O Que Resta do Tempo; Os Inquilinos; Minha Terra, África; A Erva do Rato; e Ervas Daninhas.
Essa iniciativa da Fundação Clóvis Salgado (FCS) reforça o papel do Cine Humberto Mauro de valorizar os filmes que não estão no circuito comercial atual e assim, buscar, através dos espectadores, um olhar crítico, levando conhecimento histórico e reflexão acerca do que está sendo retratado.
Mostra Inéditos em BH
Entre as sessões que serão apresentadas estão Filme Socialismo, do diretor Jean-Luc Godart. O filme questiona o estado atual do capitalismo por meio de suas imagens e mitos. Em Minha Terra, África, a diretora francesa Claire Denis aborda a questão colonial e racial no continente africano. O polêmico Sérgio Bianchi retrata em Os Inquilinos o ressentimento da classe média e a ameaça imaginária das periferias brasileiras. Já o diretor Alain Resnais conta em Ervas Daninhas a história de uma dentista solteira que tem sua bolsa roubada ao sair de uma loja. Sem que ela perceba, sua carteira é largada no chão do estacionamento. Quem a encontra é Georges Palet, que resolve guardar consigo a foto de Marguerite. Dirigido pelo palestino Elia Suleiman, o filme O Que Resta do Tempo fecha a sua trilogia autobiográfica sobre o cotidiano de um povo sem território. Marco Bellocchio volta ao passado, em Vincere, para discutir a ascensão do Fascismo na Itália. Por fim, Júlio Bressame retoma dois contos de Machado de Assis em A Erva do Rato.