Circuito Leste inicia vacinação contra aftosa
Circuito Leste inicia vacinação contra aftosa
Envolvendo 164 mil criadores, distribuídos por 155 mil propriedades rurais, em 586 municípios, com um rebanho total estimado em 10 milhões de cabeças, terá inicio nesta segunda-feira, dia 1º de setembro, a etapa de vacinação contra febre aftosa no Circuito Pecuário Leste, regiões localizadas à margem direita dos rios Grande e São Francisco (Central, Leste, Nordeste, Norte e Zona da Mata). Nesta etapa, a segunda do ano no circuito, devem ser imunizados os animais com até 30 meses de idade. A estimativa de técnicos do IMA é de que cinco milhões de animais jovens recebam o reforço da vacina.
Neste momento especial, a vacinação do rebanho adquire importância fundamental porque pela primeira vez, em mais de 30 anos de campanha, o País está há mais de dois anos sem nenhuma ocorrência de aftosa em seu território. Conforme informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a última ocorrência foi em agosto de 2001, no Maranhão. Com isso, 50% do território brasileiro (14 estados e o Distrito Federal) e 84% do rebanho nacional estão livres da doença com vacinação. O final de 2005 é a meta traçada pelo Ministério para a erradicação da aftosa em todo o Brasil.
Em Minas Gerais, o último caso clínico da doença, foi em maio de 1996, em propriedade localizada no município de Itaguara, na região Centro-oeste do Estado.
De acordo com o diretor-geral do IMA, médico veterinário Altino Rodrigues Neto, se o Brasil continuar com este desempenho no controle da aftosa, muito em breve os principais estados dos Circuitos Pecuários Leste, Centro-Oeste e Sul poderão ser declarados, pelos organismos internacionais, livres de febre aftosa sem vacinação, condição que somente Santa Catarina possui no Brasil.
O secretário da Agricultura, deputado Odelmo Leão, lembra que foi árdua a luta do governo e da iniciativa privada para o controle da doença em Minas. Por isso, ele destaca a necessidade de continuar o processo de vacinação: “Se tomarmos cuidado para que a aftosa não volte, ganharemos mais do que combatendo a doença. Todos aqueles que, direta ou indiretamente, dependem da pecuária beneficiam-se porque há ganhos em produtividade, melhores preços, melhor qualidade da carne e, em conseqüência, a valorização do nosso produto e abertura de novos mercados, tanto interno como externo”.