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Circuito Leste inicia vacinação contra aftosa

Circuito Leste inicia vacinação contra aftosa

Quarta-feira | 27/08/2003 | 00:00·Atualizado em 27/05/2013 | 05:15
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Envolvendo 164 mil criadores, distribuídos por 155 mil propriedades rurais, em 586 municípios, com um rebanho total estimado em 10 milhões de cabeças, terá inicio nesta segunda-feira, dia 1º de setembro, a etapa de vacinação contra febre aftosa no Circuito Pecuário Leste, regiões localizadas à margem direita dos rios Grande e São Francisco (Central, Leste, Nordeste, Norte e Zona da Mata). Nesta etapa, a segunda do ano no circuito, devem ser imunizados os animais com até 30 meses de idade. A estimativa de técnicos do IMA é de que cinco milhões de animais jovens recebam o reforço da vacina.

Neste momento especial, a vacinação do rebanho adquire importância fundamental porque pela primeira vez, em mais de 30 anos de campanha, o País está há mais de dois anos sem nenhuma ocorrência de aftosa em seu território. Conforme informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a última ocorrência foi em agosto de 2001, no Maranhão. Com isso, 50% do território brasileiro (14 estados e o Distrito Federal) e 84% do rebanho nacional estão livres da doença com vacinação. O final de 2005 é a meta traçada pelo Ministério para a erradicação da aftosa em todo o Brasil.

Em Minas Gerais, o último caso clínico da doença, foi em maio de 1996, em propriedade localizada no município de Itaguara, na região Centro-oeste do Estado.

De acordo com o diretor-geral do IMA, médico veterinário Altino Rodrigues Neto, se o Brasil continuar com este desempenho no controle da aftosa, muito em breve os principais estados dos Circuitos Pecuários Leste, Centro-Oeste e Sul poderão ser declarados, pelos organismos internacionais, livres de febre aftosa sem vacinação, condição que somente Santa Catarina possui no Brasil.

O secretário da Agricultura, deputado Odelmo Leão, lembra que foi árdua a luta do governo e da iniciativa privada para o controle da doença em Minas. Por isso, ele destaca a necessidade de continuar o processo de vacinação: “Se tomarmos cuidado para que a aftosa não volte, ganharemos mais do que combatendo a doença. Todos aqueles que, direta ou indiretamente, dependem da pecuária beneficiam-se porque há ganhos em produtividade, melhores preços, melhor qualidade da carne e, em conseqüência, a valorização do nosso produto e abertura de novos mercados, tanto interno como externo”.