Classificação de Risco já demonstra perfil de atendimento
BELO HORIZONTE (17/07/08) - Foram contabilizados os números de atendimento por Classificação de Risco no Hospital João XXIII (HPS), nos primeiros dias de sua implantação. Entre os dias 10 e 15 de julho, a equipe de triagem identificou que entre 50 e 68% dos casos atendidos foram classificados na cor verde, considerados de pouca urgência. São pacientes que poderiam ser atendidos numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região onde moram, por causa da pouca gravidade de seu quadro clínico.
A identificação por cor se dá seguindo o Protocolo de Manchester, método adotado pelo HPS. Cada caso possui um protocolo próprio, com questionamentos que, a cada resposta, evolui a gravidade do quadro. Por exemplo, no caso de uma dor de cabeça, pode ser identificada como uma enxaqueca (verde ou azul) e, continuando o procedimento, com a detecção de outros sintomas, pode chegar à cor laranja (de muita urgência), por ser considerado um acidente vascular cerebral (AVC).
A classificação na cor vermelha, pacientes com risco de morte, varia entre 2 a 3% dos casos. Na cor laranja, de urgência, entre 8 e 12%. A cor amarela, intermediária, representa de 9 a 32% dos pacientes. Os casos “azuis”, com a menor gravidade da escala, são entre 4 e 8%, em média.
“A classificação beneficia o usuário quando existem duas alternativas de cores, ou seja, ele é sempre classificado naquela categoria que teria que esperar menos tempo”, explica o diretor do Hospital João XXIII, Antônio Carlos de Barros Martins. Segundo Antônio Carlos, desde a implantação da Classificação de Risco, não foram registrados problemas relevantes no atendimento à população, que tem recebido bem a idéia.
A diretoria do HPS irá levar os números já mensurados para uma reunião das unidades “portas de urgência” da capital nesta sexta-feira (18), na Secretaria Municipal de Saúde. A intenção é “padronizar uma linguagem”, regulando a urgência em todas as unidades, se estendendo, ainda às macrorregiões do Estado.
Ele lembra que o Protocolo está em fase de implantação e que pode ser que tenha algumas adequações para se ajustar às necessidades locais. O Protocolo de Manchester foi adotado na versão utilizada em Portugal.
Veja em fotos o quadro com a classificação de risco por percentual de cor.