Cohab Minas apoia indústrias do Vale da Eletrônica
Companhia de Habitação do Estado pretende adotar sistema elétrico produzido na região em suas obras

Redução no custo da mão de obra, economia, agilidade e segurança. Em busca do aprimoramento no processo de construção das casas populares entregues à população mineira, a Cohab Minas decidiu incentivar as construtoras responsáveis pelas obras da companhia a adotar o chicote elétrico, sistema de instalação elétrica oferecido pelas indústrias do Vale da Eletrônica, no Sul de Minas.
O chicote elétrico para residências foi apresentado nessa terça-feira (19), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a empresários da construção civil, em evento organizado pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindivel), com apoio da Cohab Minas.
A otimização da mão de obra e os ganhos de escala na compra de materiais com a utilização do chicote elétrico, são algumas das vantagens do sistema e que foram destacados pelo presidente da Cohab Minas, Octacílio Machado Júnior, durante o encontro. “Trata-se de uma interessante e eficaz metodologia para introdução nas casas. As novas tecnologias têm que acontecer não só pela celeridade no processo produtivo, como também pela qualidade e segurança na entrega das casas aos nossos mutuários”, disse o presidente da Cohab Minas.
A proposta do kit elétrico é que cada unidade residencial receba uma caixa com todos os componentes pertinentes à instalação elétrica, com o chicote elétrico já pronto e testado, todos os interruptores, tomadas, disjuntores e demais peças na quantidade exata de cada unidade residencial, eliminando desperdícios, lixo e outros.
O diretor de Desenvolvimento e Construção, José Antônio Cintra, também aponta o sistema como o de melhor custo benefício para as residências. “Qualquer construtora que industrializar sua obra ganhará em escala. Quem constrói para Cohab Minas tem agora a oportunidade de utilizar o chicote elétrico, o que significa, em média, uma redução de 20% nos custos da parte elétrica”.
Segundo o presidente do Sindivel, Roberto de Souza Pinto, na instalação elétrica tradicional de uma casa são necessários, em média, dois dias de trabalho, um eletricista e um ajudante para passar os fios, cortar e isolar, o que gera muito desperdício. “Os kits de instalação elétrica para residências já vêm prontinhos, sendo necessária apenas uma chave de fenda para fazer os encaixes e parafusar as tomadas. Isso significa uma redução imensa de tempo, custo e desperdício nas obras”.
O encontro contou com as presenças do presidente da Cohab Minas, Octacílio Machado Júnior; do diretor de Desenvolvimento e Construção, José Antônio Cintra, do presidente do Sindivel, Roberto de Souza Pinto, além de diretores e representantes de construtoras e de diversas empresas que constituem o Vale da Eletrônica.