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Coind enquadra financiamento de quatro projetos no Findes

Quarta-feira | 12/12/2007 | 19:10·Atualizado em 14/06/2013 | 00:03
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BELO HORIZONTE (12/12/07) - O Conselho Integrado de Desenvolvimento (Coind), presidido pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio de Lacerda, se reuniu nesta quarta-feira (12) e enquadrou quatro pedidos de financiamento no âmbito do Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento (Findes) a projetos de empresas instaladas em Minas Gerais. Somados, os pedidos de enquadramento chegam a R$ 41 milhões. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), agente financeiro do Findes, fará a avaliação para a contratação de crédito.

O maior dos projetos, o da Satipel, empresa instalada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, que fabrica aglomerado de madeira, deve contratar financiamento de R$ 30 milhões junto ao BDMG. A empresa pretende expandir a fábrica implantando uma linha de produção de MDF (Medium Density Fiberboard ou, numa tradução direta, placa de fibra de média densidade), bastante usada na manufatura de móveis e na construção civil. Atualmente, a planta de Uberaba produz painéis de MDP (Médium Density Particleboard ou Placa de Partículas de Média Densidade), material menos nobre que o MDF.

A empresa utiliza como matéria-prima a madeira extraída de suas próprias áreas de floresta plantada. Mesmo com a expansão, a Satipel manterá a sustentabilidade ambiental de seus negócios. Os investimentos previstos no projeto da linha de MDF são da ordem de R$ 245 milhões, com geração de 295 novos postos de trabalho. A capacidade prevista da nova linha será de 900 m3/dia ou 350 mil m3/ano de painéis.

“O conselho julgou que este projeto será importante para o fortalecimento das cadeias produtivas do setor madeireiro e moveleiro simultaneamente. A empresa poderá fornecer insumos para os diferentes pólos de fabricação de móveis instalados em Minas, evitando a compra em outros estados”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Coind, Marcio de Lacerda.

Pesquisa

O Grupo Cimed obteve enquadramento para os dois projetos de expansão de suas empresas instaladas em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O Instituto Cimed de Pesquisa e Desenvolvimento, que atua no desenvolvimento de novos produtos da área farmacêutica, vai poder contratar R$ 3 milhões para atender ao projeto de expansão orçado em R$ 4 milhões, com a criação de 35 novos empregos. O objetivo é atender a crescente demanda do setor.

Já a Cimed Indústria de Medicamentos conseguiu enquadramento do seu pedido de R$ 3 milhões. O dinheiro será usado na ampliação da capacidade da planta em mais 1,6 milhão de unidades/mês de medicamentos, dos quais se destacam antibióticos, antiinflamatórios, hipertensivos e antiulcerosos. Para cumprir o plano de expansão a empresa deve fazer aportes de R$ 14 milhões. O empreendimento deve gerar 60 novos empregos diretos.

“Ambos os projetos contribuirão para o crescimento do setor farmacêutico em Minas, inclusive com a implantação do centro de pesquisas e testes, que vai suprir uma lacuna existente no mercado, atendendo a outras empresas do setor”, disse Lacerda. O secretário lembrou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cobra que todos os laboratórios realizem testes para renovação dos registros de medicamentos existentes e também para o lançamento de novos, sobretudo os genéricos.

A outra decisão do conselho foi o enquadramento do pedido da Plascar Indústria de Componentes Plásticos, de Betim. A empresa de autopeças fornece itens como painéis de instrumentos, difusores de ar, lanternas e volantes para a Fiat Automóveis. A empresa vai instalar uma linha de pintura para incrementar a produção de pára-choques, além de fazer ampliação dos setores de injeção e montagem. O empreendimento receberá investimento total de R$ 30,3 milhões e vai gerar 100 novos empregos. O pedido de financiamento é da ordem de R$ 5 milhões.

“O setor automotivo já está se preparando para a expansão do Grupo Fiat, anunciado pelo governador Aécio Neves. É papel do Estado apoiar o crescimento deste importante setor econômico, que gera riqueza e milhares de empregos em Minas”, afirmou o secretário Marcio de Lacerda.

Findes

O ano de 2007 deve fechar com a liberação de R$ 173 milhões no âmbito do Findes/Pró-Invest, que visa o desenvolvimento e a modernização do parque industrial mineiro e das atividades produtivas e de serviços de sua cadeia, distribuídos em contratos com 20 empresas.

Já os financiamentos contratados dentro do Findes/Pró-Giro, criado para apoiar a maturação e consolidação de empreendimentos de implantação, expansão e modernização devem chegar ao fim do ano com a marca de R$ 133,7 atendendo 31 projetos. Outros 39 encontram-se em tramitação em diversos estágios do programa.