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Comam libera licença para o início das obras do BH-Tec

Quinta-feira | 18/09/2008 | 18:46·Atualizado em 21/06/2013 | 20:58
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BELO HORIZONTE (18/09/08)O Conselho Ambiental de Meio Ambiente (Comam), ligado à prefeitura de Belo Horizonte, concedeu, na tarde desta quinta-feira (18), a licença ambiental de instalação (LI) para início das obras do prédio institucional do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec). O empreendimento é uma parceria entre Governo do Estado, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Prefeitura (PBH), Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e espera atrair investimentos de R$ 500 milhões nos próximos 10 anos.

Ao custo de R$ 20 milhões, financiados pelo Governo do Estado, o edifício sede terá 8 mil metros quadrados e deve ser construído em 18 meses. “A licença ambiental concedida hoje e que deve ser publicada no DOM na próxima semana representava o último obstáculo para o andamento do BH-Tec. A partir dessa publicação, as obras começam imediatamente. Temos o dinheiro em caixa e a empresa que venceu a licitação para a construção do prédio já vinha se preparando, adquirindo material para a obra”, afirmou o secretário-adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Evaldo Ferreira Vilela.

O parque vai ocupar uma área total de 535 mil metros quadrados, cedida pela UFMG nas imediações do campus Pampulha. Do total, 185 mil metros serão ocupados com edificações, que reunirão empresas voltadas para a produção de novas tecnologias, laboratórios de pesquisa de instituições públicas e privadas, e serviços de apoio às atividades tecnológicas. Os outros 350 mil metros quadrados serão de área nativa preservada.

Evaldo Vilela ressaltou que o ingresso de empresas no BH-Tec não depende da conclusão das obras. “Uma vez iniciadas as obras do prédio institucional, o conselho do parque já poderá tomar uma série de atitudes para o ingresso de empresas. Têm aquelas que vão para lá em terreno próprio e poderão tocar seus projetos”, avaliou.

O parque vai abrigar centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), possibilitando a transferência do conhecimento científico e tecnológico das universidades para as atividades produtivas. “Esse empreendimento mostra para a sociedade que é possível a interação entre a universidade e a empresa para a geração de conhecimento e renda, por meio da inovação”, concluiu Evaldo Vilela.