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Notícia

Comissão aprova projetos de revitalização do São Francisco

Núcleo de Articulação do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Minas Gerais (NAP-MG) aprovou 19 projetos que terão sua execução recomendada para a comissão central do programa em Brasília. Entre as propostas recomendadas pelo NAP-MG, dois são da Emater-MG.

Sexta-feira | 22/07/2005 | 14:39·Atualizado em 19/05/2013 | 18:06
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BELO HORIZONTE (22/07/05) – O Núcleo de Articulação do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Minas Gerais (NAP-MG) aprovou 19 projetos que terão sua execução recomendada para a comissão central do programa em Brasília. Entre as propostas recomendadas pelo NAP-MG, dois são da Emater-MG. O primeiro é para a revitalização de 40 sub-bacias do Rio São Francisco e o segundo é para a aquisição de equipamentos para o Centro de Educação Ambiental de Bambuí.

A Emater-MG também está envolvida na recuperação de bacias hidrográficas, em parceria com prefeituras municipais. Os projetos aprovados serão encaminhados para o Grupo de Trabalho de Revitalização do Rio São Francisco, em Brasília, que vai analisar propostas de todo o país e liberar recursos para os projetos selecionados. Foram analisados 88 projetos, que fazem parte da segunda etapa de inscrições abertas pelo programa esse ano. Treze projetos foram rejeitados e 56 terão de ser readequados.

“A Emater-MG tem um papel importante nesse esforço de revitalização do São Francisco em Minas Gerais porque ela está presente na maioria dos municípios e também pelo conhecimento acumulado pelos técnicos no manejo de bacias”, ressalta o gerente executivo do Ibama-MG, Roberto Messias.

NAP

O NAP é composto por representantes de órgãos federais e estaduais e organizações civis ligadas à questão do meio ambiente. A função do núcleo é analisar os projetos, indicando quais serão encaminhados para o Grupo de Trabalho (GT) de Revitalização da Bacia do São Francisco do Governo Federal ou solicitando aos proponentes a readequação das propostas. “A idéia de criar uma comissão central e núcleos regionais foi implantada em 2004, mas está sendo efetivada esse ano, através de reuniões periódicas e análise de projetos”, explica o coordenador Técnico de Meio Ambiente da Emater-MG e membro do NAP-MG Ênio Resende de Souza.

Esse ano, foram estabelecidas três datas para entrega de projetos: 30 de abril, 30 de junho e 30 de setembro. Na primeira fase, foram inscritos 52 projetos e 22 deles acabaram recomendados. Atualmente, os projetos selecionados estão em tramitação no Governo Federal. “Independente da transposição do Rio São Francisco, a revitalização de sua bacia é fundamental”, salienta o diretor técnico da Emater-MG Roberval Juares.

Degradação

De acordo com o coordenador Técnico de Meio Ambiente da Emater-MG, a Bacia do Rio São Francisco está num estado de degradação bastante acentuado. “Um dos problemas é a contaminação da água do rio. Outro é a destruição da cobertura do solo que afeta a quantidade e a qualidade das águas do São Francisco”, comenta Ênio. O técnico explica que as áreas urbanas têm contribuído nesse processo de degradação, lançando esgoto e lixo nas águas. Além disso, há os produtos tóxicos provenientes das indústrias e agroindústrias.

Na parte rural, segundo Ênio, existe a questão das estradas vicinais inadequadas com problemas de drenagem e construção, gerando sedimentos que causam o assoreamento dos leitos dos rios. Outro problema é a erosão em solos cultivados, o desmatamento, as queimadas e o uso de agrotóxicos. “A Emater trabalha na parte rural na recuperação das áreas degradadas, revegetação de nascentes e matas ciliares e na educação ambiental dos produtores rurais”, diz.

Ênio salienta que, além de eliminar a poluição do rio e recuperar áreas degradadas, é importante ainda fazer um trabalho de preservação dos ambientes que ainda se mantém conservados. “Existem ambientes que estão sadios na bacia como a região da Serra do Cipó e da nascente do rio na Serra da Canastra, que precisam ser preservados para garantir a qualidade e a quantidade da água”, ressalta o coordenador de Meio Ambiente.