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Consumidor mineiro conta com monitoramento de alimentos

Sexta-feira | 22/06/2007 | 17:50·Atualizado em 11/06/2013 | 01:34
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BELO HORIZONTE (22/06/07) - A oitava edição do Programa de Monitoramento de Alimentos da Secretaria de Estado da Saúde, realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela Superintendência de Vigilância Sanitária (Visa), já recebeu no primeiro mês 134 amostras de todas as regiões do Estado. Nesta etapa, que teve início em maio, o programa vai analisar alimentos como o queijo, o pão de queijo, os alimentos infantis à base de leite ou cereais, os alimentos para praticantes de atividade física e os alimentos com restrição de açúcar, além de produtos à base de soja, chá, farinha, café, lingüiça e hortaliças frescas. A expectativa é de que, no prazo de um ano, 1.800 amostras, de mais de 20 categorias de produtos, sejam analisadas nos laboratórios do Instituto Octávio Magalhães (IOM), na Funed.

A lista para 2007 foi definida com a ajuda dos consumidores mineiros, por meio de uma enquete realizada pela Internet, pela Gerência de Vigilância de Alimentos da Superintendência de Vigilância Sanitária. Conjuntamente, a Visa e a Funed apontaram 45 produtos prioritários. Desses, cerca de 20 foram selecionados para análises laboratoriais; e o restante, cuja validade é muito pequena e não permite os exames, será alvo de fiscalização in loco pelas equipes de fiscais da vigilância.

Além dos eleitos pela população, farão parte do monitoramento produtos sugeridos pelo IOM/Funed, a exemplo de produtos à base de soja, para avaliação do teor do cereal transgênico; das hortaliças e das polpas de frutas, como o mamão, o morango e a maçã, que podem sofrer contaminação de agrotóxicos. Outro caso importante é o do leite pasteurizado, que nas análises realizadas nos últimos anos apresentou resultado insatisfatório em relação à presença de medicamentos veterinários.

Os laudos emitidos pela Funed são encaminhados à Visa, que tem autonomia para executar ações de fiscalização. As medidas tomadas pela Vigilância incluem multas; interdição do produto, que é retirado do mercado; e até o fechamento do estabelecimento produtor. “Com esse trabalho, a Funed garante ao cidadão o acesso à informação clara, de forma que ele possa escolher o que é melhor para a saúde dele”, afirma Milton Cabral de Vasconcelos Neto, assistente técnico do Laboratório de Microbiologia de Alimentos da Funed.

Ações em Vigilância

Em 2006, 75% das amostras analisadas no Programa Estadual de Monitoramento da Qualidade de Alimentos foram reprovadas quanto à rotulagem, por exemplo. No ano passado, foram 1894 amostras de 29 categorias, como queijo minas, leite pausterizado, água mineral, lingüiça fresca, café, aguardente, pão de queijo, cachaça, amendoim. No caso do queijo minas, 46,2% das amostras foram reprovadas nos parâmetros biológicos, e no caso do pão de queijo, 38,6% foram reprovadas.