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Convênio preserva patrimônio histórico de Caeté

Convênio preserva patrimônio histórico de Caeté

Quarta-feira | 17/03/2004 | 00:00·Atualizado em 14/06/2013 | 00:48
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A Secretaria de Estado de Cultura, através do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG), assina nesta quinta-feira (18) um convênio com a Escola de Arquitetura da Universidade Izabela Hendrix, a Prefeitura Municipal de Caeté, o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) e o Instituto da Estrada Real para um projeto de revitalização e preservação do patrimônio histórico de Caeté. O evento será presidido pelo secretário de Cultura, Luiz Roberto Nascimento Silva, e acontece, às 11 horas, no Salão Nobre da Secretaria (Praça da Liberdade, 317, Funcionários, em Belo Horizonte).

Pelo convênio, a Escola de Arquitetura da Universidade Izabela Hendrix vai disponibilizar estudantes para planejar e trabalhar em projetos de revitalização e preservação do patrimônio histórico de Caeté. A Secretaria de Estado de Cultura, o IEPHA-MG, o IPHAN vão acompanhar os trabalhos técnicos e apoiar as instituições nos seus esforços na captação de recursos necessários para os projetos.

A Prefeitura de Caeté vai arcar com as despesas de transporte, hospedagem e alimentação dos estudantes de arquitetura e técnicos dos projetos, além de disponibilizar infra-estrutura e pessoal necessários. Instituições comunitárias de Caeté também poderão participar da elaboração dos projetos e captar recursos.

O Instituto da Estrada Real vai apoiar institucionalmente as ações, disponibilizar informações de seu banco de dados sobre a região e divulgar as realizações em seu site na Internet.

O convênio deverá ser estendido a mais universidades mineiras, a exemplo da Fumec, que já manifestou interesse no projeto, e poderá beneficiar outras cidades históricas com o trabalho de revitalização e preservação de nosso patrimônio histórico-cultural.

Um passeio pela história

Um dos mais imponentes conjuntos arquitetônicos do ciclo do Ouro, Caeté foi criada em 1701, quando o desbravador Leonardo Nardez e seus companheiros chegaram ao planalto mineiro. Depararam-se com uma grande mata, que chamaram de Caeté (na língua indígena, “mata virgem”). Nascia, então, a Vila Nova da Rainha. Em 1708, o arraial foi palco inicial da Guerra dos Emboabas, que se espalhou por boa parte das Minas Gerais. No ciclo do Ouro foram construídas suas principais igrejas e o casario de arquitetura colonial.

Distante 56 Km da capital, Caeté tem atualmente 35 mil habitantes e uma área de 542 Km². A cidade faz parte do Circuito do Ouro e oferece belos exemplares da arquitetura barroca. Um dos principais pontos turístico-culturais é a Serra da Piedade.