Convênio viabiliza dados do São Francisco na rede
Convênio viabiliza dados do São Francisco na rede
Dando continuidade ao convênio de cooperação mútua firmado entre a Fundação Rural Mineira (Ruralminas), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), através do Departamento de Engenharia Agrícola, estão sendo divulgadas, via internet, informações das disponibilidades e demandas hídricas das sub-bacias do rio São Francisco, em Minas Gerais.
Agora, já é possível para qualquer usuário conectado à internet acessar o programa Hidrotec (http//www.ufv.br/dea/hidrotec) e através da rede hidrográfica apresentada na tela do monitor, obter diretamente os valores das vazões e dos usuários das águas superficiais de forma simples e rápida em base científico-tecnológica.
A bacia do São Francisco apresenta uma área total de 634 mil km2. As nascentes encontram-se na Serra da Canastra, em altitude de aproximadamente 1.450m, enquanto sua extensão até à divisa com o Estado da Bahia é de 1.100 km2, a uma altitude de 400m.
A área da bacia hidrográfica do São Francisco no Estado de Minas Gerais é de aproximadamente 246.084 km2, e representa cerca de 39,7% da superfície do estado e 38,2% da superfície da bacia hidrográfica total do rio São Francisco.
Justificativa e âmbito do Programa
Enquanto os órgãos responsáveis pelos recursos hídricos, tanto em nível federal quanto estadual, necessitam de informações confiáveis para atender às demandas de outorga de água, os engenheiros encarregados das fases de planejamento, dimensionamento e manejo de projetos que demandam consultivamente a água, como os hidroagrícolas, carecem de tecnologia adequada e parâmetros locais de entrada nos modelos empregados em cada uma destas fases.
“Atentos a estas dificuldades e cientes de que poderiam contribuir no sentido de solucioná-las, a Fundação Rural Mineira e a Universidade Federal de Viçosa celebraram convênio de cooperação mútua, objetivando o intercâmbio de conhecimentos científicos e tecnológicos decorrentes das atividades desenvolvidas pelas partes”, explica o presidente da Ruralminas, Eduardo Brandão.