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Notícia

Cotação do tomate na entressafra pode estimular produção mineira em 2014

Redução da oferta no atacado deve possibilitar melhoria de receita para os produtores de Minas Gerais

Quarta-feira | 27/11/2013 | 11:10·Atualizado em 27/11/2013 | 11:11
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O início da entressafra do tomate em Minas Gerais, com a redução de oferta da hortaliça para o atacado e a possibilidade da venda para outros Estados, deve ajudar na recuperação dos preços ao produtor. Além disso, o novo cenário pode estimular a produção mineira de tomate em 2014, segundo previsão da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados de sua vinculada Emater-MG.   

De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola da Seapa, os agricultores mineiros já se beneficiaram da lei da oferta e da procura nas vendas de tomate entre janeiro e junho, porque nesse período houve ajuste da produção nas lavouras à demanda do mercado. Dados do IBGE mostram que a colheita de tomate nas lavouras de Minas, na safra 2012/13, teve retração de 4,7% em relação ao período anterior, ficando em 424,8 mil toneladas.

E o superintendente João Ricardo Albanez avalia que “as vendas do produto no primeiro semestre mostraram o efeito do ajuste da oferta à demanda de tomate, pois foram registradas as maiores cotações do ano, com o valor médio de R$ 2,08 o quilo no período, na comparação com a cotação de R$ 0,97 dos seis meses correspondentes do ano anterior ”.  Embora o segundo semestre tenha registrado redução nos preços ao produtor, a cotação média da hortaliça, de janeiro a outubro de 2013, foi de R$ 1,58 o quilo. Um aumento de 49% em relação ao valor de R$ 1,06 registrado em idêntico período do ano passado.

Migração cai

O agricultor Eliézio Carlos Martins produz tomate há 13 anos no município de Lagoa Formosa, Alto Paranaíba, e está colhendo neste ano, nos 200 hectares plantados em sua propriedade, cerca de 450 mil caixas de 22/23 quilos. Ele explica que a melhoria do mercado do tomate em Minas é consequência, em parte, do esfriamento na migração de produtores para o cultivo.

“Nos períodos de alta do produto, um grande número de novos agricultores ocupava suas áreas de plantio com a hortaliça. O aumento repentino das lavouras provocava em curto prazo a superoferta da hortaliça e, como consequência, as cotações caíam e os novos produtores desistiam do cultivo”, diz o produtor 

Martins ainda observa que a cultura do tomate demanda número expressivo de mão de obra e este tem sido um obstáculo para os interesses dos novos produtores. O agricultor ressalta que esse fator contribui para a diminuição da área plantada da hortaliça, o que favorece o ajuste do mercado e a melhoria da receita. Conforme o levantamento do IBGE tem ocorrido ajustes de área nas lavouras de tomate de Minas desde 2010, e em 2013 a redução em relação ao ano anterior foi de 3%, com o registro de uma área plantada de 6,7 mil hectares.