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Notícia

Dengue hemorrágica: não há casos confirmados no Leste de Minas

Quarta-feira | 04/07/2007 | 19:35·Atualizado em 27/05/2013 | 03:27
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GOVERNADOR VALADARES (04/07/07) – A Gerência Regional de Saúde de Governador Valadares, responsável por 52 municípios do Leste de Minas, informa que não há registro, até esta quarta-feira (4), de casos confirmados de dengue hemorrágica na região. Já foram notificados 1.508 casos de dengue em 2007 na Regional.

José Dias, referência técnica em Dengue da GRS-GV, enfatiza que a participação da população é fundamental no combate à doença. “Para combater a dengue, nem a população, nem a água devem ficar paradas. As ações de prevenção são fáceis e podem ser feitas rotineiramente.”

Fechar bem as latas e enviar os sacos de lixo para coleta, colocar areia nos pratinhos dos vasos de planta, tampar caixas d’água, cisternas, poços e outros depósitos de água para consumo, guardar os pneus, as garrafas de vidro e PET em locais secos e cobertos.

Doença

As pessoas devem estar atentas aos sintomas que identificam a dengue, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Muitas vezes, confundida com gripe, com o aparecimento dos primeiros sintomas, o melhor é evitar a auto-medicação e procurar a unidade de saúde mais próxima.

A dengue provoca febre alta, dor de cabeça forte, dores generalizadas pelo corpo, principalmente nas articulações, músculos e atrás dos olhos. E, ainda, fraqueza extrema e manchas vermelhas pelo corpo.

A dengue hemorrágica é forma mais grave da doença e, além dos sintomas da dengue clássica, pode apresentar dor forte no abdômen, vômitos, desmaios, queda de temperatura, queda de pressão, irritabilidade e sonolência. Uma pessoa que já contraiu dengue por um tipo de vírus só pode pegar a doença outra vez se for por outro tipo. Os sintomas de dengue hemorrágica podem se manifestar na primeira infecção, mas aparecem com mais freqüência na segunda infecção. O período de incubação varia de três a quinze dias.

Como não há vacina contra a dengue, quando confirmada a doença, o tratamento do paciente é feito com repouso, ingestão de bastante líquido – soro caseiro, água filtrada e sucos – e remédios para dor e febre (analgésicos e antitérmicos). Os remédios que tenham em sua fórmula o ácido acetilsalicílico (Melhoral, AAS, Aspirina e outros) devem ser evitados.

O mosquito

O Aedes aegypti pode ser facilmente identificado. Esse mosquito é preto, possui listras e manchas brancas e é mais escuro que os mosquitos comuns. Quando se encontra na fase de larva e pupa, desenvolve-se em água parada. Ele pica preferencialmente durante o dia ou à noite, com as luzes acesas.

Só as fêmeas do mosquito sugam sangue para desenvolver os ovos, que são pequenos e podem ficar até 450 dias aderidos às paredes em recipientes secos. Depois de molhados, os ovos eclodem e dão origem às larvas. Parecidas com minhocas, essa larvas possuem cor clara e se movimentam com movimentos que lembram serpentes. Quando a larva passa à fase de pupa ganha a forma de uma vírgula. Quando as costas dessa pupa se abrem o mosquito nasce. Esse ciclo dura de nove a 13 dias, o que depende das condições climáticas (temperatura e umidade).

O mosquito adulto vive cerca de 35 dias e pode voar distâncias de aproximadamente cem metros. A dispersão do mosquito para distâncias maiores se dá com o transporte de ovos e larvas em recipientes. Uma única fêmea pode picar várias pessoas.