Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Desafios da irrigação para agropecuária são debatidos na reunião da Força-Tarefa

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento apresentou cenário atual e os desafios para ampliar a oferta do modelo no estado

Terça-feira | 14/04/2015 | 09:45·Atualizado em 14/04/2015 | 10:04
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp
Reunião aconteceu na Cidade Administrativa
Reunião aconteceu na Cidade Administrativa / Crédito: Divulgação/Seplag

A força-tarefa criada pelo governador Fernando Pimentel para gerir a escassez hídrica em Minas Gerais se reuniu nesta segunda-feira (13/4) para dar seguimento às discussões sobre a questão da falta de água em Minas Gerais. Coordenada pelo secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, a reunião teve a apresentação do superintendente de Desenvolvimento Agropecuário e de Silvicultura, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Lucas Rocha Carneiro, sobre a questão da irrigação em Minas Gerais.

Carneiro afirmou que a falta de chuvas atinge principalmente a agricultura de sequeiro (milho, por exemplo) e pastagens degradadas e apontou o caminho. “A escassez hídrica pode ser mais bem controlada pelas inovações tecnológicas”, explicou. Segundo ele, o problema que afeta mais a produção de grãos, na realidade, é o aumento da temperatura, fator ligado ao aquecimento global.

Para evitar perdas na agropecuária, Lucas recomenda aplicação de novas tecnologias nos sistema de irrigação, que pode economizar até 30% da água utilizada. “O problema é que esse sistema necessita de projeto para ser executado”, afirma. Atualmente, dos três milhões de hectares de grãos cultiváveis em Minas Gerais, menos de 10% são irrigados.

Para ampliar essa técnica, segundo Carneiro, há uma série de desafios, tais como, identificar áreas prioritárias para implementação de ações visando à melhora das operações de irrigação; ações de qualificação em manutenção e manejo do sistema de irrigação; promoção do monitoramento da disponibilidade hidráulica e a modernizar do sistema de irrigação, em consonância com a Política Nacional de Irrigação, do Governo Federal.

Segundo o coordenador da força-tarefa, Helvécio Magalhães, o próximo passo é fazer um diagnóstico da irrigação em Minas, elegendo regiões prioritárias para ações imediatas que envolvam vários órgãos. “Um dos pontos centrais é evitar a perda de água. Em vez de irrigar, ainda jogamos água em muitas culturas. Temos pontos de excelência e outros muito atrasados, com estruturas arcaicas de irrigação. É fundamental dar mais eficácia ao processo”, destacou.