Desemprego mantém trajetória estável na Região Metropolitana de BH
BELO HORIZONTE (27/10/10) - A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em setembro se manteve praticamente estável, passando de 7,5% da População Economicamente Ativa (PEA), em agosto, para 7,6%. Este é um dos resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e divulgada nesta quarta-feira (27). A PEA foi estimada em 2,45 milhões de pessoas e número de ocupados em 2,26 milhões.
Segundo o coordenador da pesquisa pelo Dieese, Mário Rodarte “essa oscilação manteve relativamente estável a população desempregada, estimada em 186 mil pessoas, sendo 2 mil a mais que no mês de agosto”. Para o economista, “trata-se de um resultado atípico para o período, uma vez que se esperava o aumento no número de trabalho”.
Outro destaque da pesquisa, foi em relação a queda da ocupação no setor de serviços com 30 mil ocupações a menos. “Essa queda foi contrabalançada parcialmente pelo movimento positivo de outros setores, fazendo a ocupação cair esse mês em oito mil postos no mercado de trabalho”, destacou Mário Rodarte.
Comparando setembro de 2010 a agosto de 2010, o setor de construção civil apresentou crescimento de quatro mil empregos, na indústria foram criadas uma mil ocupações e no agregado “outros setores”, registrou-se nove mil empregos. Entre setembro de 2010 e setembro de 2009 o nível ocupacional ficou estável. Houve ampliação de nove mil ocupações na indústria e de 10 mil no comércio. O setor de serviços apresentou retração de quatro mil ocupações e o agregado “outros setores” perdeu 14 mil postos de trabalho. Já na construção civil o índice ocupacional permaneceu estável.
O número de assalariados no setor privado entre setembro de 2010 a setembro de 2009 registrou aumento de 34 mil, sendo sete mil no setor público. Também houve crescimento de 48 mil empregos com carteira assinada e redução de 14 mil empregos sem registro na carteira. Entre os autônomos houve retração de 14 mil ocupações, 10 mil nas “demais posições” e de 16 mil entre os empregados domésticos. Entre setembro de 2009 e setembro de 2010, o tempo médio de procura por trabalho diminuiu de 45 para 36 semanas.
Rendimentos
Entre julho e agosto de 2010 o rendimento real médio dos ocupados reduziu 1,3%; o salário real médio manteve-se estável em 0,2% e foi estimado em R$ 1.387; o rendimento dos autônomos decresceu 3,5% e foi estimado em R$ 1.123; no setor privado, observou-se aumento do salário médio no comércio em 5,0%; na indústria o aumento foi de 3,6% e no setor de serviços de 0,9%.
A expectativa para o crescimento no nível ocupacional nos próximos meses é positivo segundo Mário Rodarte. “O crescimento ocupacional vai ocorrer em consequência do aquecimento da economia no final do ano”, explicou.
Outras regiões metropolitanas
Nas regiões metropolitanas, onde é realizada a PED, o nível de ocupação apresentou crescimento em Recife de 2,3%, no Distrito Federal de 1,1%, em São Paulo de 1,0% e Fortaleza e Porto Alegre de 0,9%. Já em Belo Horizonte houve redução de 0,4% e em Salvador de 0,9%. “Belo Horizonte registra uma das menores taxas entre as regiões pesquisadas e é uma tendência que já vem sendo observada desde o mês de maio”, disse a superintendente de Política de Trabalho, Emprego e Renda da Sedese, Lígia de Oliveira Lara.