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Notícia

Detentas do Presídio de Guaranésia participam de capacitação profissional

Curso para se tornarem cabeleireiras foi dividido em módulos teóricos e práticos e têm duração de quatro meses, sendo concluído em fevereiro de 2015

Terça-feira | 02/12/2014 | 17:20·Atualizado em 02/12/2014 | 17:25
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Há quatro semanas, as tardes de segunda-feira de 11 detentas do Presídio de Guaranésia, no Sul de Minas, têm um significado especial. Graças a uma parceria da unidade prisional com a cabeleireira voluntária do Ministério Servindo as Nações, Rosângela Melanda, de uma igreja local, as presas têm aulas de capacitação para se tornarem cabeleireiras.

O curso foi subdivido em módulos teóricos e práticos e terá duração de quatro meses, sendo concluído em fevereiro de 2015. Instrutora nos cursos pelo Serviço Nacional do Comércio (Senac), foi durante uma visita com o grupo da Igreja à unidade que Rosângela percebeu a necessidade de ensinar às presas como aperfeiçoar o cuidado com os cabelos.

“No início, a ideia era fazer com que a feminilidade dessas mulheres fosse valorizada. Mas agora, percebo que elas estão empenhadas em aprender e que estão vendo no curso uma possibilidade profissional quando retornarem ao convívio social”, afirmou. 

Segundo a professora, o envolvimento das presas é notório. “Eu percebo que elas estudam as apostilas porque chegam à sala de aula sempre com dúvidas e comentários sobre o que leram e com sugestões de corte de cabelo que viram em alguma revista. É muito gratificante ver que estou, de verdade, ajudando de alguma forma na mudança dessas vidas”, concluiu.

De acordo com a Coordenadora do Núcleo de Ensino e Profissionalização do Presídio de Guaranésia/Guaxupé, Sara Lofrano, as detentas estão gostando bastante do curso e ficam ansiosas para a próxima aula. “A gente tem recebido o retorno por parte delas de que o curso está sendo muito importante para a melhora da autoestima e fortalecimento da esperança de um futuro fora da vida do crime”, contou Sara.

Estudo e trabalho no sistema prisional

Atualmente, cerca de 12 mil detentos trabalham e 6 mil estudam enquanto cumprem pena em Minas Gerais. Nas 131 unidades prisionais da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), funcionam 447 frentes de trabalho e 67 escolas. Somente no Presídio de Guaranésia/Guaxupé 39 estudam e 50 trabalham.