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Notícia

Dia de Campo de Frutificultura reúne mais de 200 participantes em São João del-Rei

Público que compareceu ao evento teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a poda de inverno, técnica essencial para manter a boa produtividade das frutíferas

Terça-feira | 30/07/2013 | 17:51·Atualizado em 30/07/2013 | 17:50
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Pesquisador da Epamig demonstra a maneira mais adequada de realizar a poda de uma figueira
Pesquisador da Epamig demonstra a maneira mais adequada de realizar a poda de uma figueira / Crédito: Samantha Mapa/Epamig

Minas Gerais é autossuficiente na produção de banana, abacaxi, tangerina, mas ainda depende de outros estados e países para abastecer o mercado de frutas, inclusive de clima temperado. Para melhorar estes resultados, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem realizado, nos últimos cinco anos, diversas ações de transferência de tecnologias para incentivar a produção da fruticultura de clima temperado na região central do Estado. Uma delas foi o quarto Dia de Campo de Fruticultura realizado nesta terça-feira (30), na Fazenda Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei. Cerca de 200 participantes, entre produtores, extensionistas, técnicos e estudantes conheceram técnica essencial para manter a boa produtividade das frutíferas: a poda de inverno. Participaram produtores de vários municípios, como São João del-Rei, Coronel Xavier Chaves, Prados, Tiradentes, Lagoa Dourada, Resende Costa, Carandaí, Ritápolis, que já introduziram essas culturas em suas propriedades.

É o caso do fruticultor Ilceu Carvalho que há cinco anos cultiva figo e uva em sua propriedade. “Em 2012, colhi 1,5 mil quilos de uva, no meu quarto ano de produção. A expectativa para o final deste ano é de mais de 2 mil quilos”, prevê.  Ilceu ressalta o fato de ter uma produção de frutas sem uso de defensivos agrícolas. “Desde o início do meu plantio fui orientado pelos pesquisadores a usar calda bordalesa, mistura de cal e sulfato de cobre, no controle preventivo das doenças que acometem o pomar”, conta. Toda a produção de figo e grande parte da uva de Ilceu é vendida para doceiras de Bichinho, comunidade próxima a Tiradentes. “Sem a orientação e o apoio da pesquisa não teria a rentabilidade que tenho hoje”, afirma o produtor que vende um quilo de seu figo por R$ 4,50.

Para a irmã de caridade Zoé, que completará 90 anos, aprender nunca é demais. Ela participou do evento com o objetivo de introduzir o cultivo de maçã e figo na comunidade Madre Bernadete, em São João del-Rei. “Aprendi com minha mãe sempre a ter um pomar. Quero deixar esses conhecimentos para a nova geração da minha comunidade”, destaca. Zoé levou estacas de figo para produzir mudas de figueiras para início do cultivo.

Atualmente, a região possui cerca de 20 produtores de frutas de clima temperado, a partir das Unidades Demonstrativas nos municípios da região. “A fruticultura de clima temperado é vantajosa, pois não demanda grandes áreas de cultivo, além de ser uma excelente alternativa para aumentar a renda devido ao seu valor no mercado”, explica o pesquisador da Epamig Paulo Norberto. Para ele a fruticultura pode ser uma excelente alternativa para os produtores da região que têm se dedicado à produção de gado de leite e olericultura. O figo, por exemplo, é uma cultura mais fácil de ser manejada que já tem produção no primeiro ano de cultivo. “No final deste ano realizaremos mais um dia de campo, desta vez para demonstrar os frutos já maduros, no ponto de colheita”, conta.