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Notícia

Documentário divulga experiência da PM mineira com grupo Afro Reggae

Aécio Neves recebeu o cineasta e diretor de TV, Estevão Ciavatta, e integrantes do grupo Afro Reggae para exibição do documentário “Polícia Mineira”. O filme mostra a experiência do projeto pioneiro Juventude e Polícia, desenvolvido em Belo Horizonte pela PM em parceria com o grupo carioca Afro Reggae.

Segunda-feira | 21/11/2005 | 21:47·Atualizado em 25/06/2013 | 21:26
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BELO HORIZONTE (21/11/05) – O governador Aécio Neves recebeu hoje, no Palácio das Mangabeiras, o cineasta e diretor de TV, Estevão Ciavatta Pantoja, e integrantes do Grupo Afro Reggae para exibição do documentário “Polícia Mineira”. O filme mostra a experiência do projeto pioneiro Juventude e Polícia, desenvolvido em Belo Horizonte pela Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com o grupo carioca Afro Reggae e o Centro de Estudos em Cidadania e Segurança Pública (CESeC) da Universidade Cândido Mendes/RJ.

O documentário foi filmado durante a realização das oficinas de arte e cultura ministradas pelo Afro Reggae nos 22º e 34º batalhões da Polícia Militar, nos bairros Santa Lúcia e Caiçara, em Belo Horizonte. O filme traz também depoimentos dos policiais participantes, dos instrutores do Afro Reggae e apresentações feitas pela da banda de percussão formada por policiais mineiros na casa de show carioca Canecão, durante as comemorações do 12º aniversário do Afro Reggae, e em Vigário Geral, no Rio de Janeiro.

Durante o encontro, o governador conversou com os produtores do documentário, que contou com patrocínio da Cemig. Até o final do ano, “Polícia Mineira” será apresentado em sessões para convidados e, em 2006, percorrerá o circuito de festivais de cinema nacionais e internacionais voltado para documentários.

Com a exibição do filme, o diretor do documentário, Estevão Ciavatta, acredita que a experiência de Minas Gerais deverá ser levada para outros estados, pois o filme mostra como a relação entre os policiais militares e a comunidade melhorou com a realização do projeto Juventude e Polícia. “Pudemos mostrar que não queremos mal os policiais, mas queremos a polícia. Acho que é um documentário com visão de futuro e esperança para o Brasil”, afirmou.

Vanguarda

A professora da Universidade Cândido Mendes e coordenadora do Centro de Estudos em Cidadania e Segurança Pública (CESeC), Sílvia Ramos, destacou o papel da Polícia Militar mineira para a realização do projeto de integração da polícia e da juventude. “A polícia de Minas tem sido vanguarda em várias dispositivos da relação polícia-comunidade e vários instrumentos de modernização das polícias e está sendo vanguarda experimentando um projeto piloto que é uma forma nova de tentar reduzir as distâncias entre polícia e juventude”, disse.

A professora ressaltou ainda que os resultados do projeto piloto em parceria com o Afro Reggae e a universidade carioca, em Minas Gerais, foram surpreendentes. Segundo ela, esse será um motivo para que o projeto de integração entre polícia e jovens tenha adesão em outros estados e outras universidades. “Os resultados irão estimular a continuidade deste formato de aproximação da polícia e sociedade, polícia e comunidade, polícia e juventude no sentido de superar essa velha polícia que se identifica com as elites e que vê os pobres como um risco”, completou.

O coordenador-executivo do grupo Afro Reggae disse ter ficado satisfeito com o resultado do documentário, pois mostra uma experiência exitosa do grupo criado em 1993, voltado para jovens ligados em reggae, soul, hip-hop. Segundo ele, o projeto deve ser estendido para outros estados a partir do trabalho dos policiais de Minas Gerais que serão os multiplicadores do projeto.

Participaram da exibição o secretário de Estado de Defesa Social, Antonio Anastasia; o secretário-adjunto de Defesa Social, Luiz Flávio Sapori; a secretária de Cultura, Eleonora Santa Rosa; o comandante-geral da Polícia Militar, Sócrates Edgar dos Anjos; o chefe do Gabinete Militar, James Ferreira; o presidente da Cemig, Djalma Morais; além de produtores culturais e jornalistas.

Combate à violência

A exibição do documentário coincide com o início de mais uma etapa do projeto Juventude e Polícia, que tem como objetivo o combate à violência. Hoje, os policiais multiplicadores começam a ensinar o que aprenderam com o Afro Reggae para os jovens da Pedreira Prado Lopes, Taquaril, Cabana Pai Tomás e Morro das Pedras. Serão oferecidas oficinas de percussão, grafite, dança de rua e teatro para adolescentes atendidos pelo Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo, da Secretaria de Estado de Defesa Social.

A segunda etapa do projeto começou em agosto de 2005, com a seleção de policiais de todos os batalhões da capital para trabalharem diretamente com os jovens. Em setembro, foram realizadas novas oficinas de basquete de rua, percussão, teatro, grafite e dança de rua para 96 policiais e destes, 24 foram selecionados para atuar como multiplicadores junto às comunidades.

A estratégia adotada pelo projeto foi a de levar para o ambiente dos quartéis a cultura dos jovens que vivem nos aglomerados e favelas e, assim, diminuir a distância entre esses jovens e os policiais. Outra meta é consolidar a imagem positiva da polícia e mostrar um perfil dos jovens de favelas dissociada dos estereótipos da criminalidade. Em 2004, o Afro Reggae coordenou cinco oficinas para 230 policiais, com duração de quatro semanas: percussão, televisão, circo, teatro e grafitagem.

Agência Minas

Telefone: (31) 3250-7116

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