Doença falciforme: Hemominas integra missão ao Benin
BELO HORIZONTE (04/02/09) - Com o objetivo de promover a troca de experiências em pesquisa e aprimorar o atendimento ao paciente falciforme, a Fundação Hemominas fez parte de uma missão brasileira à cidade africana tde Cotonou, em Benin, para participar de encontro internacional de pesquisa em doença falciforme que aconteceu entre os dias 26 e 28 de janeiro.
Na ocasião, a presidente da Fundação Hemominas, Anna Bárbara Proietti; o coordenador do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Universidade Federal de Minas Gerais, José Nélio Januário; o coordenador da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez; a representante da área de doença falciforme da Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Joice Aragão de Jesus; e Aderson Araújo, diretor de Hematologia do Hemocentro de Pernambuco (Hemope), tiveram a oportunidade de conhecer como é o atendimento aos pacientes com doença falciforme, além de conhecerem o Banco de Sangue de Benin.
Benin possui seis centros que coletam sangue contando com um centro coordenador. Segundo Anna Bárbara, “a situação dos bancos de sangue é muito precária, tanto na sorologia quanto na captação de doadores”, afirmou. Ainda segundo a presidente da Hemominas, “a Fundação, como referência em hemoterapia e hematologia tem muito a oferecer, não só em treinamento de pessoal, como em protocolos de atendimento aos pacientes com doença falciforme”.
Durante o encontro, foi inaugurado o primeiro Centro da Doença Falciforme da África, em Benin, o que mostra o interesse e a necessidade que o país possui em desenvolver o atendimento aos pacientes e a realização de pesquisas na área. Benin não possui registro do número de pessoas que são afetadas pela doença falciforme, mas estima-se que grande parcela da população possui pelo menos o traço.
A missão, além de ser recebida pelo embaixador brasileiro Carmelito de Melo, também foi recepcionada por autoridades do Ministério da Saúde local, que mostraram grande interesse em formar parcerias através de acordo de cooperação com governos brasileiros.
Segundo Joice Aragão de Jesus, é justamente pelo fato de o Brasil não pleitear basicamente pesquisas e por ter iniciado a experiência do primeiro programa nacional de atenção integral em Doença Falciforme que a cooperação brasileira na área da assistência é fundamental para a África. Além disso, o Brasil e Cuba são os únicos países a terem um programa nacional de triagem neonatal.
Ainda segundo a representante da área de doença falciforme do Ministério da Saúde, “a Hemominas pode dar muitas contribuições e deverá, junto com o Ministério da Saúde do Benin, cooperar, principalmente, na organização da rede de segurança do sangue e captação de doadores”. Estas foram as prioridades, de acordo com Joice, manifestadas pelo ministro da Saúde do Benin no encontro com a Delegação Brasileira em Cotonou.