Dois criminosos que integravam lista do Procura-se são presos em menos de 48 horas
Procurados estavam entre os mais perigosos do Estado; denúncias de cidadãos foram essenciais nas capturas
Em menos de 48 horas, dois criminosos classificados entre os mais perigosos do Estado, que figuram a lista do Programa Procura-se, foram presos pelas polícias de Minas. Nos dois casos, a ajuda da população, que forneceu informações do paradeiro dos alvos ao 181 Disque Denúncia, qualificou a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil. A contribuição da população no fornecimento de informações dos criminosos é segura, como destaca o subsecretário de Integração do Sistema de Defesa Social, Robson Lucas da Silva. “O sigilo da denúncia é absoluto e o anonimato é garantido”, garante.
O 13º integrante preso do Procura-se foi detido na noite da última terça-feira (29). Paulo Ribeiro da Silva, também conhecido como Paulinho Branco, tem 25 anos e foi detido pela Polícia Militar no bairro São João Batista, em Belo Horizonte. Ele era procurado pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e falsidade ideológica, e tinha como principais áreas de atuação a região do bairro Palmital, em Belo Horizonte, e a cidade de Santa Luzia, na Região Metropolitana.
Uma denúncia anônima recebida pelo 181 informava que Paulo Ribeiro da Silva estaria no Aglomerado São João Batista. A informação foi encaminhada ao serviço de inteligência da Polícia Militar, que identificou a residência onde ele se escondia. No momento da abordagem, o criminoso tentou se passar por outra pessoa, mas acabou se entregando ao ver sua foto no cartaz do Procura-se que estava com os policiais.
Paulinho Branco, autor comprovado de seis homicídios, era procurado pela polícia desde 2009. O criminoso de alta periculosidade também esteve envolvido em assaltos a joalherias e casas de câmbio, além de disputa por tráfico de drogas.
Desde que o rosto de Paulinho foi inserido no segundo cartaz do programa, lançado em dezembro, o criminoso recebeu quatro denúncias anônimas do seu paradeiro, com descrição dos locais onde poderia ser encontrado, na região de Venda Nova. Uma das denúncias levou à apreensão de um adolescente infrator, além de armas, munições e automóvel.
Na última segunda-feira (28), a Polícia Civil também prendeu Fagner Marques Pereira, mais conhecido como Minfá, por meio da Delegacia de Homicídios de Venda Nova. Fagner Marques Pereira foi encontrado na casa da mãe, no bairro Primeiro de Maio, onde estava escondido desde a última sexta-feira. No momento da abordagem policial, o criminoso tentou fugir, mas foi pego pelos policiais que já haviam feito o cerco nos fundos da residência. O alvo estava com mandado de prisão em aberto por homicídio e tráfico de drogas desde abril do ano passado, e teve o rosto estampado nas duas listas do Procura-se.
Importante participação da sociedade
Para o subsecretário de Integração do Sistema de Defesa Social, Robson Lucas da Silva, as prisões dos últimos dias foram viabilizadas a partir da participação da sociedade, que utilizou o 181 Disque Denúncia Unificado (DDU) para prestar informações que contribuíram para o êxito das polícias. “A bem sucedida parceria da sociedade com o sistema de Defesa Social está apresentando resultados positivos. Reforço a solicitação para que as pessoas continuem cada vez mais participando e se valendo do 181, essa ferramenta de informações que prestigia o anonimato”, destaca.
O programa
Além da afixação de cartazes pela cidade com fotos dos foragidos da Justiça, o Procura-se conta com a participação da sociedade, por meio de denúncias ao 181.
O projeto tem como objetivo efetuar a prisão dos criminosos e também inibir a sua circulação, e foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Minas pela Paz. Em sua primeira fase, o Procura-se começou pela 1ª Região Integrada de Segurança Pública (1ª RISP) e, em dezembro de 2011, se estendeu para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, abrangendo também a 2ª e a 3ª RISPs.