Economia Solidária é alternativa de renda para produtores mineiros
BELO HORIZONTE (25/10/11) - Dona Francisca Paulina da Silva saiu de seu estado natal, o Ceará, há 32 anos, em busca de melhores condições de vida em Minas Gerais. Diante da falta de oportunidades no mercado de trabalho formal de Belo Horizonte, ela encontrou uma fonte de renda no reaproveitamento de tecidos, produzindo novas peças de vestuário, tapetes e almofadas. Cansada de trabalhar sozinha, juntou-se à Coonart, Cooperativa de Confecção e Arte do Barreiro, e encontrou, na Economia Solidária, uma alternativa de geração de renda e de alegria de vida.
“Descobri que se um sonhador se juntar a vários, o sonho se torna mais fácil de ser realizado. Hoje vejo um mundo melhor, tenho uma vida mais digna e consigo manter minha família com o meu trabalho”, comemora a artesã de 63 anos que participa pela segunda vez da Feira Estadual da Economia Popular Solidária. O evento, coordenado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), é realizado em Belo Horizonte, na Praça da Assembleia, e segue até esta quarta-feira (26). Esta é a VI Feira Estadual e IV Metropolitana da Economia Solidária.
O secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, reforça o compromisso do Governo de Minas em incentivar a geração de renda dos mineiros. “Temos ações constantes de qualificação e capacitação das famílias e grupos que sobrevivem da manufatura artesanal. Além disso, estamos trabalhando na criação dos Centros Públicos de Economia Solidária, que serão espaços de comercialização permanente e vão beneficiar ainda mais as famílias empreendedoras”, afirma o secretário.
Economia Solidária
O movimento é uma importante alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta em favor da inclusão social daqueles que não estão no mercado formal. Compreende-se por Economia Solidária o conjunto de atividades econômicas que visam a geração de produtos ou serviços, por meio da organização, cooperação, gestão democrática, solidariedade, distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente e da autogestão.
O Governo de Minas, por meio da Sete, apoia os empreendimentos solidários e formula políticas para o segmento. Para isso, a Diretoria de Assessoramento de Empreendimentos Formais e Autogestionados da secretaria já cadastrou cerca de 1.200 empreendimentos mineiros, que movimentam cerca de R$ 2 milhões ao ano.
A advogada Mônica Monteiro não conhecia o conceito da Economia Solidária e se surpreendeu com o que viu na Praça da Assembleia. “A qualidade dos produtos me chamou a atenção e quis conferir as peças. Pude conhecer a dimensão do trabalho e a importância dessas ações para vários artesãos”, disse a advogada.
Feiras Regionais
Neste ano, 12 feiras Regionais da Economia Solidária serão realizadas pela SETE em todo o Estado. As cidades de Lavras, Uberlândia, Montes Claros, Araçuaí, Teófilo Otoni, Juiz de Fora, Paracatu, Alfenas e Belo Horizonte já receberam os empreendimentos locais. As cidades de Janaúba (3 a 5 de novembro), Governador Valadares (10 a 12 de novembro) e Almenara (17 a 19 de novembro) sediarão as feiras restantes.