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Em entrevistas, Alberto Pinto Coelho comenta os desafios e as prioridades da sua gestão

Governador é entrevistado pelos jornais O Tempo e Hoje Em Dia e cita a mobilidade urbana e a segurança pública como pontos a serem trabalhados

Segunda-feira | 14/04/2014 | 15:50·Atualizado em 14/04/2014 | 16:06
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Em entrevistas aos jornais O Tempo e Hoje Em Dia, publicadas neste domingo (13/04) e segunda-feira (14/04), respectivamente, o governador Alberto Pinto Coelho fala sobre os desafios e as prioridades da sua gestão, direcionados para os eixos da mobilidade urbana e da segurança pública. Temas estratégicos como o Novo Marco Regulatório da Mineração, a diversificação da economia mineira e a situação dos servidores afetados pela decisão Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao julgamento da Lei Complementar nº 100/2007 também são mencionados.

Ao falar sobre sua gestão à frente do Governo de Minas, Alberto diz que planeja dar continuidade ao legado que vem sendo construído desde 2003. “Na realidade, a nossa prioridade é dar sequência ao grande legado deixado pelo governador Antonio Anastasia, que condensa uma série de programas e ações já em curso nas várias áreas de atuação”, enfatiza. “Todavia, é próprio de cada um que chega, ter o seu olhar e a sua sensibilidade também colocada para dar marca própria aos programas”, acrescenta.

Em seguida, o governador comenta os projetos de mobilidade urbana para Belo Horizonte e Região Metropolitana. A ideia, segundo Alberto Pinto Coelho, é instalar o transporte leve sobre trilhos da capital até o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, por meio de parceria público-privada (PPP), e acelerar a construção do Rodoanel Norte, da atual rodoviária até o terminal aéreo internacional.

“São 66,7 km muito importantes para a questão do tráfego pesado, que hoje circula pelo Anel Rodoviário, transferindo-o para o novo Rodoanel. Ele se transformará em um novo eixo de desenvolvimento da Região Metropolitana”, esclarece Alberto. “Nós temos também algo que pretendemos desenvolver em conjunto com as prefeituras, que é um planejamento urbanístico do Vetor Sul, a exemplo do que foi feito no Vetor Norte”, completa.

Ainda sobre a mobilidade urbana, Alberto cobra uma definição da União quanto à duplicação da BR-381 e a expansão do metrô de BH. “Os grandes interesses de Minas Gerais que dependem da União não estão sendo correspondidos. E aí nós voltamos talvez a bater nas mesmas teclas, mas que são fruto de uma agenda colocada para o governo federal”, destaca.

Nas entrevistas, o governador frisa que está em fase de conclusão os projetos executivos das linhas 2 e 3 do metrô e as tratativas para assegurar a transferência do serviço de transporte de passageiros da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para a Metrominas. “Já temos modelagem para investir na linha 2 com o modelo mais uma vez da PPP e da concessão do serviço para a iniciativa privada”, conta.

Na sequência, ao abordar a questão da segurança pública, Alberto Pinto Coelho lembra dos aportes de Minas Gerais neste setor. “Minas Gerais se destaca porque tem reconhecidamente forças policiais que são referências. O Governo de Minas, ao longo do tempo, vem investindo relativamente mais do que outros Estados”, pontua.

O governador entende que um pacto nacional pela segurança ajudaria a combater a criminalidade. "A violência é uma questão que está preocupando a todos. Ela existe não só em Minas, mas no Brasil inteiro, e a sua solução é multicausal. Naturalmente existem questões em que o papel da União é uma necessidade imperiosa: a natureza dos crimes, a questão fronteiriça. Em Minas, não fabricamos armamento, não temos fabricação das drogas químicas, mas isso tudo é acessado, isso vem de algum lugar”, explica.

Ao ser questionado sobre a economia, o governador foi taxativo ao afirmar que a prioridade é a diversificação, citando o desenvolvimento das startups como exemplo. “O trabalho de atrair indústrias de tecnologia de ponta tem tido resultado na diversificação da nossa economia, sem descuidarmos dos setores fundamentais, das vocações naturais, como a mineração. As empresas de tecnologia e incubadoras estão vendo BH como campo fértil”, exalta.

Sobre o Novo Marco Regulatório da Mineração e a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (CFEM), Alberto Pinto Coelho entende que falta celeridade aos processos. “O que eu caracterizo com isso é o descompromisso do governo, o desinteresse em ver essa matéria concluída”, analisa.

Durante as entrevistas, o governador também comenta a situação dos servidores afetados pela decisão STF em relação ao julgamento da Lei Complementar nº 100/2007. "Naturalmente, nós temos que dar curso a essa questão, possivelmente encaminhando um projeto de lei, criando as vagas e promovendo o concurso. O importante é que nós temos que examinar cada caso, e temos 12 meses. Nesse período, ninguém irá sofrer diminuição de salário e ninguém deixará o emprego", esclarece.

Clique aqui para ler a entrevista do Hoje Em Dia completa.

Ou clique aqui para ler a entrevista do O Tempo na íntegra.