Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Em plataforma exclusiva Fundação João Pinheiro apresenta nova edição do Índice Mineiro de Responsabilidade Social 

Ouro Preto, na região Central do Estado, obteve a melhor posição entre os 853 municípios de Minas Gerais

Quinta-feira | 17/12/2015 | 16:40·Atualizado em 16/06/2016 | 00:20
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp

A Fundação João Pinheiro (FJP) lançou nesta quinta-feira, dia 17 de dezembro, a plataforma do Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS) - 2012. Calculado a cada dois anos para todos os 853 municípios de Minas Gerais, o IMRS agora possui uma plataforma exclusiva, de acesso amigável e em formato que possibilita realizar atualizações constantes de dados e proceder as melhorias necessárias ao longo do tempo de forma tempestiva.

“O IMRS é um produto contínuo da Fundação João Pinheiro, que existe desde 2004, e que está agora em uma versão mais palatável, de maneira que a ideia é cumprir um dos objetivos da instituição que é trabalhar mais próxima das administrações municipais, no sentido de assessorá-las, munindo-as com informações”, afirmou o presidente da FJP, Roberto Nascimento.

Além do IMRS, a plataforma também disponibiliza um perfil eletrônico municipal. Para a coordenadora do projeto, Maria Luiza de Aguiar Marques, além do dinamismo proporcionado pelo novo formato de apresentação do IMRS, uma das novidades mais relevantes da plataforma é exatamente a disponibilização desse perfil municipal. “São 40 páginas para cada um dos 853 municípios, com comentários e análises sobre indicadores selecionados”, observou.

O IMRS apresenta, ainda, mais de 600 indicadores, para os anos de 2000 a 2014, referentes às dimensões utilizadas no cálculo do Índice e ainda à demografia. “É importante ressaltar que o nosso Índice reflete a responsabilidade social específica do setor público. Mais do que isso, é neessário entender que existem responsabilidades das diferentes esferas de governo, então não se trata apenas da responsabilidade do município, trata-se da administração pública de forma geral”, explicou Maria Luiza.

Resultados

Ouro Preto, na região Central do Estado, obteve a melhor posição entre os 853 municípios de Minas Gerais. Na sequência do ranking, estão Itabirito (Central), Extrema (Sul), Catas Altas, Nova Lima, Congonhas e Itatiaiuçu (Central), Pains (Centro-Oeste), São João Batista do Glória (Sul) e Barão de Cocais (Central).

A classificação de Ouro Preto em primeiro lugar geral no IMRS 2012 reflete o desempenho relativo favorável do município nas dimensões Cultura, Renda/Emprego e Finanças Públicas. Itabirito, que ocupa a segunda posição no Índice, apresentou bons resultados nas dimensões Renda/Emprego, Finanças Públicas, Saúde e Cultura.  

Na 31ª posição do ranking geral do IMRS, Belo Horizonte teve destaque nas dimensões Renda/Emprego, Finanças Públicas e Saúde. No recorte de cidades com mais de 100 mil habitantes, a capital mineira é a terceira colocada, apresentando desempenhos menos favoráveis nas dimensões de Meio Ambiente, Esportes/Turismo/Lazer e Segurança Pública. 

No ranking geral do Estado, os municípios que ocuparam as últimas posições foram Bertópolis (Jequitinhonha/Mucuri), Santa Efigênia de Minas (Rio Doce), Crisólita, Santa Maria do Salto e Palmópolis (Jequitinhonha/Mucuri), Miravânia (Norte), São João das Missões (Norte), Água Boa (Rio Doce), Espinosa (Norte) e Capitão Andrade (Rio Doce). 

Na lista das 37 cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, Ouro Preto aparece em primeiro lugar, seguida por Nova Lima, Congonhas, Lagoa Santa, Mariana (todas na região Central), Itajubá (Sul), Formiga (Centro-Oeste), Guaxupé (Sul), Pedro Leopoldo (Central) e São Sebastião do Paraíso (Sul).

Em movimento contrário, Ponte Nova, Unaí, Paracatu, Pará de Minas, Ituiutaba, Frutal, Janaúba, Januária, São Francisco e Esmeralda são os municípios que possuem entre 50 mil e 100 mil habitantes que registraram os desempenhos menos favoráveis.

No ranking dos 477 municípios com até 10 mil habitantes, Catas Altas (Central) aparece em primeiro lugar, seguida por Pains (Centro-Oeste), São João Batista do Glória (Sul), Capitólio (Sul), Rio Doce (Zona da Mata), Serra da Saudade (Central), Ijaci (Sul), Confins (Central), Guarda-Mor (Noroeste) e São Vicente de Minas (Sul).

Os desempenhos mais desfavoráveis entre cidades com até 10 mil habitantes foram registrados para Bertópolis (Jequitinhonha/Mucuri), Santa Efigênia de Minas (Rio Doce), Crisólita (Jequitinhonha/Mucuri), Santa Maria do Salto (Jequitinhonha/Mucuri), Palmópolis (Jequitinhonha/Mucuri), Miravânia (Norte), Capitão Andrade (Rio Doce), Faria Lemos (Mata), Galiléia (Rio Doce) e Pavão (Jequitinhonha/Mucuri). 


IMRS

Criado pela Lei Estadual nº 15.011, de 2004, o índice se propõe a medir a responsabilidade social conjunta das três esferas de governo. Para calcular o IMRS foram selecionados indicadores que retratam as prioridades de políticas e programas públicos, bem como a situação existente e os esforços empreendidos para alterá-la, considerando as dimensões saúde, educação, segurança pública, assistência social, meio ambiente, saneamento/habitação, cultura, esporte/turismo/lazer, renda/emprego e finanças municipais. O IMRS é uma média ponderada dos índices obtidos nessas dimensões. A edição do IMRS-2012 atualiza e amplia a base de dados da edição anterior (IMRS-2010), além de apresentar mudanças em sua composição e na metodologia do cálculo, visando o seu aperfeiçoamento. 

“Este é um material muito rico e sua utilização certamente permitirá que os municípios conduzam melhor suas atividades cotidianas, planejem mais e melhor e, como o Índice é contínuo, avaliem as ações realizadas”, concluiu Roberto Nascimento.