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Emater-MG tem programa para melhorar a qualidade do leite

Quinta-feira | 07/02/2008 | 15:51·Atualizado em 14/05/2013 | 22:10
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BELO HORIZONTE (07/02/08) - O escritório local da Emater-MG de Moeda, na região Central do Estado, está levando a 80 pequenos produtores do município, além de Bonfim e Belo Vale, a oportunidade de melhorar a qualidade do leite. Iniciado em 2007, o programa atende à solicitação de um laticínio da região, que vinha encontrando problemas na qualidade do leite.

Os extensionistas da Emater-MG local formularam um conjunto de medidas para melhorar a qualidade do produto e iniciaram a mobilização dos pecuaristas. Esta medida, além dos benefícios produtivos e financeiros, tem como objetivo enquadrar os pequenos produtores na Normativa 51 do Ministério da Agricultura, que estabelece as normas mínimas para o produto.

O programa se encontra em processo de implantação e o leite comprado passa por duas análises: uma diária, realizada pela fábrica no ato da compra, e uma mensal, feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O exame diário procura identificar parâmetros de qualidade próprios do segmento de produção para o qual ele será destinado.

Por exemplo: o leite que for destinado à produção de doce terá de obedecer a parâmetros de produção. São eles: nível mínimo de proteínas e gordura, além de condições de sanidade do rebanho e do leite.

Sempre que o leite oferece bons padrões de qualidade, há um acréscimo no valor, o que serve de incentivo para os produtores. "Já tínhamos ouvido falar do pagamento por qualidade e dos resultados positivos que este processo traz para empresa e para os produtores", comenta Astrogildo Francisco Antunes, sócio-proprietário do laticínio.

Para que pudessem se enquadrar no programa, os produtores adquiriram o Kit Embrapa de ordenha manual. O custo para a aquisição do kit é de R$ 150 e é necessária a manutenção mensal, que pode custar até R$ 12.

Inicialmente, o programa encontrou resistência dos produtores, porque eles acreditavam que não conseguiriam cumprir os critérios de manuseio e armazenamento do leite. Passados os temores iniciais, os pecuaristas já acreditam no projeto e em suas perspectivas positivas. "É natural que toda mudança encontre alguns obstáculos, mas hoje já consigo ver que o programa e seus critérios vão trazer benefícios não só para a fábrica, mas muito mais os agricultores", afirma Noé Fernandes de Oliveira, produtor da região.