Emater orienta população de Taiobeiras a preservar e a lucrar com o pequi
TAIOBEIRAS (07/02/06) – O município de Taiobeiras, no Norte de Minas, está mobilizado com os preparativos da 13º Festa do Pequi, na comunidade de Lagoa Grande, que acontece de 10 a 12 de fevereiro. A festa é realizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e as comunidades de extrativistas.
Paralelamente, estará acontecendo o ‘2º Seminário sobre o pequi e outros frutos do cerrado’. A preservação e multiplicação da produção do pequi, a organização da comercialização e a legalização de preservação de áreas extrativistas, além da lei municipal que proíbe a colheita do fruto verde, serão os temas das palestras. "Desta vez estamos envolvendo 15 municípios que compõem o território do Alto Rio Pardo. O objetivo é promover ações conjuntas com os extrativistas e extensionistas no sentido de melhor aproveitamento do potencial do cerrado na região", informa o técnico agropecuário da Emater-MG João Carlos Lucas Gomes.
A produção do pequi em Taiobeiras (a 700 quilômetros de Belo Horizonte) é obtida apenas apanhando-se os frutos caídos no solo, pois a colheita dos pés é proibida por lei municipal, criada com participação da comunidade local, principalmente catadores de pequi e comerciantes. A ação da Emater-MG visa à organização dos agricultores, com ênfase na preservação do cerrado, além de orientações à população sobre o melhor aproveitamento dos frutos.
O técnico agropecuário Anísio Miranda informou que os catadores são estimulados a agregar valor aos frutos, por meio de cursos de capacitação profissional, seminários, excursões e oficinas, em que são mostradas técnicas de organização da comercialização dos frutos e seus derivados. As famílias também recebem orientação para enriquecer a alimentação, com o uso do pequi, em várias formas, como a farofa de pequi.
"Para estas comunidades, o pequi tem grande valor econômico", informa a extensionista de Bem-Estar Social Maria Sirlei Teixeira. Segundo informações dos técnicos locais, cerca de 300 famílias estão diretamente envolvidas na colheita do pequi e conseguem renda média de R$ 300 por família, durante a safra, de dezembro a março.
A área de cerrado com pequizeiro na comunidade de Lagoa Grande chega a 800 hectares, com uma produção de 1 tonelada por hectare. "A produção estimada de pequi nesta safra é de 800 toneladas, sendo 70% destinados ao comércio de frutos in natura. O restante é destinado à produção de óleo, licores, polpa, biscoitos e outros derivados", informou João Carlos.
Agência Minas
Telefone: (31) 3250-7116
e-mail: imprensasecom@governo.mg.gov.br