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Encontro debate Segurança Alimentar e Nutrição

Encontro debate Segurança Alimentar e Nutrição

Segunda-feira | 10/11/2003 | 00:00·Atualizado em 18/06/2013 | 00:30
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Questões como fome e segurança alimentar recebem um novo olhar no Brasil, depois do lançamento do programa Fome Zero. A equidade social, que inclui o combate à fome, é prioridade do governo do Estado que, por meio do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realiza até quarta-feira (12), no Royal Golden Tower (rua Rio Grande do Norte, 1015 – Funcionários), o 5º Seminário Estadual do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

O objetivo do seminário é discutir a Segurança Alimentar, o SISVAN e o Fome Zero em Minas Gerais. São esperados 300 participantes, entre profissionais de saúde e pessoas interessadas no tema. Durante os três dias de evento, várias palestras serão proferidas por representantes da SES, do Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar, do Programa Fome Zero em Minas Gerais, do Conselho de Segurança Alimentar de Belo Horizonte, da Pastoral da Criança e do Programa Mesa Minas, da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).

Durante o evento, experiências municipais serão apresentadas. Marta Gutierrez, gestora municipal de Saúde de Chapada do Norte, que é um município basicamente rural, vai contar como consegue ter um monitoramento considerado perfeito, que atende 1.100 crianças/mês na faixa etária de 0 a 5 anos.

A adoção pela prefeitura Municipal de Uberaba da idéia que nasceu na coordenação estadual do SISVAN – Programa Cesta Infantil – será apresentada pela nutricionista Liliane Silva. “A cesta é disponibilizada para crianças de 2 a 5 anos e, por isso, não tem só leite, que nessa idade não é o suficiente. Ela vai com ingredientes para café da manhã, almoço e jantar, contendo arroz, feijão, carne, leite e legumes”, comenta Beatriz Lisboa, acrescentando que o uso do feijão enriquecido com ferro e vitaminas será abordado pelo secretário municipal de Saúde de Curvelo, Marcos Matoso.

Situação preocupante

Implantado desde 1997 em Minas Gerais, o SISVAN monitora uma média de 200 mil crianças/mês na faixa etária de 0 a 5 anos. O trabalho é desenvolvido nas unidades básicas de saúde (centros e postos de saúde) e pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). “Nossos focos principais são as crianças e os idosos, mas somos o único Estado em que o SISVAN acompanha o desenvolvimento de todos os grupos etários no que se refere a peso e altura”, explica Maria Beatriz Monteiro de Castro Lisboa, coordenadora estadual do SISVAN.

Os dados da coordenação estadual do SISVAN apontam para uma realidade preocupante em Minas. Hoje, 10% das crianças de 0 a 5 anos estão em risco nutricional, ou seja, se alguma ação não for iniciada poderão se tornar crianças desnutridas. Cerca de 9% encontram-se desnutridas e 4% em sobrepeso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera aceitáveis os índices de 10% de risco nutricional, 3% de desnutrição e 3% de sobrepeso. “As ações em Minas têm que ser efetivas e eficientes, pois temos que trabalhar os extremos sobrepeso e desnutrição na mesma faixa etária, já que estão em índices inaceitáveis”, informa Beatriz Lisboa.