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Encontro na Inglaterra discute os preparativos da reunião comemorativa da OIC em Minas

Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, acredita que o café de Minas e do Brasil ganhará ainda mais projeção internacional

Sexta-feira | 01/03/2013 | 10:04·Atualizado em 29/06/2013 | 09:42
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O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, vai participar da 110ª Sessão do Conselho Internacional do Café, que será realizada entre os dias 4 e 8 de março, em Londres, na Inglaterra. No encontro, o secretário fará relato sobre os preparativos para a reunião comemorativa dos 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC), programada para Belo Horizonte no período de 9 a 13 de setembro de 2013.

Elmiro Nascimento estará acompanhado do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, além de representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de entidades do setor cafeeiro e ddeputados.

A capital de Minas foi escolhida para sediar a reunião do cinquentenário da OIC mediante proposta apresentada pelo secretário na 109ª Sessão do Conselho Internacional do Café, realizada em Londres de 24 a 28 de setembro de 2012. Participaram também do encontro o presidente da Faemg e representantes do Mapa e do Ministério das Relações Exteriores.

Para Nascimento, a reunião da OIC agendada para Belo Horizonte, com a presença de delegações de 77 países exportadores e compradores, dará maior projeção aos cafés de Minas e do Brasil. “Fomos escolhidos porque Minas é o maior produtor brasileiro de café, com a previsão, para 2013, de uma safra de 25,7 milhões de sacas – que correspondem a 51,4% da produção brasileira”, explica. O cultivo do café no Estado ocupa uma área plantada de um milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios.

Produto líder

O café é o principal produto de exportação do agronegócio mineiro, e o segundo das exportações gerais do Estado, atrás do minério de ferro. A importância do produto pode ser avaliada também pelos dados do Valor Bruto da Produção (VBP), realizado pelo Mapa. Segundo o estudo, a renda do café em Minas, em 2012, foi de 10,7 bi, cifra equivalente a 40,1% do VBP total do Estado no período.

O secretário da Agricultura explica que a força do café de Minas nos mercados interno e externo é mantida com uma produção que atende às exigências crescentes dos consumidores.

“Neste caso, sobressai a parceria do Governo de Minas, por intermédio de iniciativas como o Certifica Minas Café, programa de certificação das propriedades desenvolvido pela Secretaria de Agricultura, que já conta com a participação de 1.650 mil propriedades. Essas fazendas adotam boas práticas agrícolas em todos os estágios da produção de café, para a obtenção de safras cada vez maiores, de acordo com as normas ambientais e trabalhistas", destaca Elmiro Nascimento.    

O Governo de Minas criou também o Fundo Estadual do Café (Fecafé) para promover o desenvolvimento econômico e social, a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva do café. Sua finalidade é dar suporte financeiro a planos, programas, projetos e ações relacionadas à cadeia produtiva do café no Estado.

Já o Fórum da Cadeia Produtiva do Café em Minas Gerais foi criado com a perspectiva de fortalecer a cadeia produtiva do café no Estado. Promover a produção de café de qualidade com foco na conquista do consumidor interno e externo. Busca, em primeiro lugar, o aprimoramento das relações entre os segmentos envolvidos com a atividade. Além disso, o fórum dá suporte à elaboração de políticas público-privadas para o setor.