Epamig comemora 31 anos de apoia à pesquisa
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), completa, este mês, 31 anos. E há muito que comemorar. A nova diretoria, que assumiu há pouco mais de dois anos, saneou as finanças da empresa e implantou o planejamento estratégico. Os recursos para projetos de pesquisa aumentaram em mais de 400%.
BELO HORIZONTE (18/08/05) – A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), completa, este mês, 31 anos. E há muito que comemorar. A nova diretoria, que assumiu há pouco mais de dois anos, saneou as finanças da empresa e implantou o planejamento estratégico. Os recursos para projetos de pesquisa aumentaram em mais de 400%.
Em julho passado, a Epamig recebeu o resultado das concessões de Bolsas de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A bolsa é um programa de apoio aos servidores públicos que exercem atividades em instituições de ensino ou pesquisas estatais. Nessa primeira seleção, a Fapemig recebeu 157 propostas. Dessas, 95 foram selecionadas. A seleção levou em conta critérios como mérito, originalidade, resultados esperados, viabilidade de execução e pedido de proteção à propriedade intelectual.
Das nove instituições de ensino ou pesquisa contempladas, a Epamig foi a que mais recebeu bolsas, 44 no total. Para o presidente da Epamig, Baldonedo Napoleão, esse primeiro resultado da Bolsa de Incentivo à Pesquisa, coroa o empenho dos pesquisadores e o esforço da empresa para que esse importante incentivo se tornasse realidade. O decreto que cria a Bolsa da Fapemig foi sancionado pelo governador Aécio Neves, no começo deste ano.
Divisão de Propriedade Intelectual
Este foi mais um incentivo para o incremento da pesquisa agropecuária em Minas Gerais. A divisão foi implantada com o objetivo de proteger os trabalhos científicos e incentivar novos projetos de pesquisa. Para Baldonedo Arthur Napoleão, a empresa, ao longo dos seus 31 anos, fez pesquisas importantes em diversos segmentos da agropecuária e criou tecnologias importantes.
Era urgente e necessária a criação de uma estrutura que cuidasse dessa questão complexa, o registro legal das tecnologias. ”Por isso, criamos, na estrutura do Departamento de Pesquisa da Empresa, que coordena e administra todo o processo de elaboração, acompanhamento, e coordenação dos projetos de pesquisa, a Divisão de Propriedade Intelectual. A partir dessa estrutura nós temos a garantia de que a Epamig não vai perder recursos de royalties decorrentes dos registros das patentes da propriedade intelectual”, explica Baldonedo.
Já o secretário-adjunto da Seapa, Marcelo Franco, que representou o secretário Silas Brasileiro na cerimônia em que foi assinado o convênio de cooperação técnica, científica e financeira para criação da Divisão de Propriedade Intelectual da Epamig, disse que “a implantação dessa nova divisão mostra o quanto o secretário Silas Brasileiro está preocupado com essa área, da proteção da propriedade intelectual, e que a Epamig tem tido conquistas importantes devido à competência de seu presidente, Baldonedo Napoleão”.
Tecnologia
“A tecnologia é a moeda do mercado e os municípios têm direito a ela.” A frase é do presidente da Epamig, Baldonedo Napoleão. Ela explica suas intensas visitas aos municípios mineiros nas quais ele apresenta os vários programas de pesquisa da empresa e os benefícios que as populações podem ter com o avanço da agropecuária em suas cidades. O alvo não são apenas os grandes produtores, mas, também, os pequenos. Segundo Baldonedo, mais de 80% das propriedades rurais são formadas por pequenos produtores. A tecnologia possibilita o desenvolvimento de várias culturas de acordo com as diferentes regiões mineiras. Isto gera empregos e melhora a renda da população. Baldonedo tem levado, nos últimos dois anos, esta esperança para prefeitos e população através do Programa Microrregional de Desenvolvimento do Agronegócio (Prodesag).
O presidente da Epamig explica aos prefeitos a vantagem do município ter tecnologia para obtenção de produtos com qualidade e preço, que permitam a competição no mercado. E para o município ter acesso à tecnologia não é necessário ter uma fazenda experimental. Basta que entre em contato com a Epamig. “Esta empresa de pesquisa do governo estadual trabalha objetivando tecnologia adequada para o desenvolvimento de diferentes produtos em diferentes municípios, que têm climas e solos variados. A tecnologia é hoje a principal moeda do desenvolvimento”, diz Baldonedo.
Com o objetivo de levar a tecnologia para todos os municípios, Baldonedo está conseguindo conscientizar prefeitos que, cada vez mais, se interessam pela pesquisa agropecuária. Os programas de pesquisa da Epamig são voltados para melhoria de renda dos pequenos agricultores e criação de postos de trabalho, como os programas de fruticultura, bovinocultura, floricultura – este cria dez vezes mais empregos do que qualquer outra atividade agrícola.
Além desses, outros programas contemplam as principais demandas do Estado, como agricultura irrigada, empresarial, familiar, de montanha, semi-árido, aqüicultura, olericultura, cafeicultura, processamento agroindustrial e ensino técnico em leite e derivados, agropecuária e cooperativismo. E, mais recente, estão em andamento estudos com oleaginosas, que poderão fazer de Minas um grande produtor de biodiesel.
A Epamig tem também o Programa F1 H-Z, produção de gado mestiço meio-sangue holandês-zebu; um gado mais rústico, mais resistente a doenças, sem problemas de casco e de carrapato. Há mais de cinco anos a Epmig desenvolve o Programa F1 em quatro fazendas experimentais, produzindo leite a baixo custo, através da organização e melhor gestão da pecuária bovina. Os resultados têm gerado mudança qualitativa entre os pequenos pecuaristas, que representam maioria dentre os produtores rurais do país. Várias microrregiões já procuraram a Epamig para formalização da parceria.
Novas fazendas experimentais
Dentro da proposta de fortalecer a pesquisa agropecuária em todo o Estado de Minas, a atual direção da Epamig busca parcerias para implantação de novas fazendas experimentais com gestão inovadora, como a de São João del-Rei, Risoleta Neves (FERN). Esta fazenda tem gestão participativa: Além da Epamig, é administrada pela prefeitura, pela Universidade Federal de São João del-Rei e por um produtor rural. Nesses moldes, está sendo implantada Fazenda Experimental de Lavras. E conversas estão acontecendo para implantação de outras em Juiz de Fora, no Vale do Aço, Itabira, na região Alto Rio Pardo, dentre outras regiões.
A Epamig tem sede administrativa em Belo Horizonte e sete Centros Tecnológicos nas cidades de Juiz de Fora, Pitangui, Lavras, Viçosa, Prudente de Morais, Nova Porteirinha e Uberaba; o Núcleo Tecnológico Epamig Uva e Vinho, em Caldas, e 22 Fazendas Experimentais, que perfazem as principais regiões mineiras. A meta da atual diretoria é estabelecer a presença da empresa em todas as regiões do Estado ainda no governo de Aécio Neves. Projetos e recursos
Em março de 2003, quando a diretoria assumiu, a Epamig tinha 35 projetos em negociação e uma verba de R$ 4.309.432. O número de projetos em negociação subiu para 199, em julho passado, e o valor da verba para quase R$ 21 milhões. Com relação aos projetos em execução, em março de 2003, eram 105 e a verba referente a eles era de R$ 3.224.559. O número de projetos em execução passou para 193, até julho passado, e a verba para R$18.189.947.
Quadro de funcionários
A Epamig acabou de realizar concurso público e os 153 aprovados já estão sendo chamados. Até 30 de junho passado, a empresa registrava 819 efetivos (148 na sede e 671 no interior). São 125 pesquisadores (engenheiros agrônomos, veterinários, biólogos e zootecnistas, com mestrado e doutorado em instituições nacionais e internacionais), 13 bacharéis, 52 mestres, 60 doutores.