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Notícia

Escola envolve alunos e familiares em projeto de preservação do livro didático

Educadores mostram aos alunos e familiares a necessidade de preservar o material que faz parte da trajetória escolar

Segunda-feira | 09/04/2012 | 10:53·Atualizado em 01/07/2013 | 06:08
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Estudantes aprendem a preservar o material que faz parte da trajetória escolar
Estudantes aprendem a preservar o material que faz parte da trajetória escolar / Crédito: Divulgação/SEE

O livro didático ganhou na Escola Estadual Argemiro Antônio do Prado, no município de Buritis, região Noroeste de Minas, o status de estrela. Dentro do projeto ‘Cuidando do Livro Didático’, os educadores mostram aos alunos e familiares a necessidade de preservar o material que faz parte da trajetória escolar. Com a ação, a escola que conta com 1.010 alunos e 76 servidores, formou um verdadeiro mutirão para preservar os livros que a cada ano participam de um rodízio entre os estudantes.

“O projeto começou a partir de uma avaliação das bibliotecárias e direção da escola. Pensamos em desenvolver uma ação que conscientizasse, não só aos alunos, mas os familiares na preservação dos livros. Este ano começamos os trabalhos com os alunos do ensino médio que receberam novos kits com livros didáticos de várias disciplinas. Também fazemos o mesmo trabalho com os alunos dos anos finais do ensino fundamental que receberam o material no ano passado, pois este ano os livros estão nas mãos de outros colegas”, explica a professora e responsável pelo projeto, Maria Abadia Braga Gontijo.

Além das conversas em sala com os alunos, o projeto ainda prevê a divulgação de cartazes sobre a preservação do livro didático. “A cada dois meses vamos fazer o ‘Arrastão das Bibliotecárias’, quando elas visitam as salas de aula e avaliam a situação dos livros com os alunos. A partir dos dados obtidos, o professor de Matemática fará uma interpretação quantitativa das informações que serão apresentadas em cartazes espalhados pela escola. Assim, poderemos saber como está sendo o cuidado com os livros didáticos”, ressalta Maria Abadia.

Se depender de Giovanna Gomes de Melo, de 11 anos, as informações do primeiro mutirão, que deve ocorrer na segunda quinzena de maio, serão positivas. Tanto ela, quanto os familiares já adotam medidas eficazes para preservação dos livros. “Não podemos molhar os livros, nem rabiscar ou dobrar as folhas. Hoje eu estou usando, mas no ano que vem ele vai ser utilizado por outro estudante”, detalha a estudante do 6º ano do ensino fundamental.

Os livros didáticos são repassados pelo governo federal, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os títulos adquiridos pelas escolas devem ser utilizados por um período de três anos.

Para Abner Ferreira de Melo, do 6º ano do ensino fundamental, o projeto mostra que o cuidado com os livros pode beneficiar em vários aspectos. “O livro tem um valor financeiro, mas também tem o valor do aprendizado. Utilizamos os livros em muitas coisas que aprendemos na escola“, explica o aluno de 10 anos.

Para o estudante Ruan Gabriel Vitor Carneiro, de 11 anos, a peça de teatro ‘Cuidado com o Livro’, uma das ações adotadas dentro do projeto, também reforçou a ideia de preservação entre os alunos. “A peça conta a história de uma professora explicando aos alunos que eles devem ter cuidado com os livros. Como isso tem a ver com a nossa realidade, eu acho que os alunos ficaram mais conscientes”, observa Ruan Gabriel.

Ação que se estende aos lares

Para a distribuição do livro didático aos alunos do ensino médio, a escola realizou, no início de 2012, uma reunião com os pais. Na ocasião, os familiares foram orientados pela direção e bibliotecários da escola a contribuírem na preservação dos livros. Os pais assinaram um termo de compromisso no qual manifestavam o apoio e responsabilidade na preservação dos livros.

“É um projeto muito importante, pois desperta a conscientização dos alunos para a preservação dos livros. Tenho dois filhos que estudam na escola e, como pai, procuro ajudar nessa tarefa. Quando eles receberam os livros, eu encapei e coloquei etiqueta nos livros, pois isso ajuda na maior durabilidade do material. Também procuramos guardá-los no lugar correto que é a estante”, conta pai do aluno Ruan Gabriel Vitor Carneiro, Ismael Carneiro de Magalhães, que é professor de Geografia em outra escola.