Escola Estadual Silviano Brandão em Belo Horizonte oferece curso de pintura predial
As aulas do calendário escolar de 2010 só recomeçam em fevereiro, mas na Escola Estadual Silviano Brandão, em Belo Horizonte, este mês de janeiro será marcado pelo aprendizado. Neste sábado (23), a escola promove o curso de pintura predial para pais de alunos e demais interessados. Ofertado em parceria com a Suvinil, o curso é gratuito e já virou tradição na escola.
BELO HORIZONTE (22/01/10) - As aulas do calendário escolar de 2010 só recomeçam em fevereiro, mas na Escola Estadual Silviano Brandão, rua Itapecerica, 685, bairro Lagoinha, em Belo Horizonte, este mês de janeiro será marcado pelo aprendizado. Neste sábado (23), a escola promove o curso de pintura predial para pais de alunos e demais interessados. Ofertado em parceria com a Suvinil, o curso é gratuito e já virou tradição na Escola Silviano Brandão.
A ideia da parceria surgiu há dois anos e mais de 300 pessoas já foram capacitadas como pintores. Este ano, a oferta inicial foi de 60 vagas, mas 90 pessoas já estão inscritas. Os alunos aprendem com um instrutor da Suvinil as melhores técnicas de pintura e saem das aulas aptos a dar as primeiras pinceladas nas paredes vida afora. Tanto que, este ano, as aulas práticas vão ajudar a dar nova cara para a escola. Os 90 alunos vão passar o sábado, das 7h30 às 17 horas, aprendendo e pintando as paredes da escola. “A procura este ano foi muito grande, o telefone aqui na escola não para. Tanto que estamos até estudando com o parceiro a possibilidade de abrir outra turma em breve”, explica a diretora da escola, Nilce Faria.
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) forneceu a verba para a pintura da escola, mas as parcerias garantiram bons negócios para o restante do trabalho. A Suvinil, além de oferecer a oficina gratuita, também doou tubos de grafite para a pintura dos muros, que foi feita em dezembro passado, e vai fornecer um certificado pelo curso. A escola ainda tem parcerias com a Atacadão das Tintas, que vai patrocinar o almoço e o lanche dos estudantes e ainda vai incluir os nomes dos alunos em um cadastro para indicação de empregos, e com a Atlas – Pincéis e Ferramentas que fornece as ferramentas para o trabalho. Nilce reforça, contudo, que a parceria mais importante é com a comunidade. “As pessoas da comunidade do entorno acabam se envolvendo mais com a escola. Os estudantes veem que seus pais participaram da pintura e acabam ajudando a preservar a escola”, conta a diretora.
Começar o ano escolar de cara nova já é um incentivo para quem trabalha e estuda na escola, mas para quem participa do curso de pintura predial a satisfação também é grande. Apesar de ser um curso curto, Nilce garante que já mudou a vida de muita gente do entorno da escola ao longo dos anos. “Já tem muita gente que trabalha como pintores, inclusive como pintoras. Aliás, uma coisa que me surpreende é que muitas mulheres procuraram o curso. O pessoal fica desempregado e vai procurando alternativas. É muito bom poder oferecer essa alternativa”.
No curso atual, a presença feminina é maciça, são nada menos que 22 entre os 90 alunos. Maria Dime Queiroz Teixeira é uma das mulheres que se aventurou na experiência. Funcionária da escola, Maria sempre ficou curiosa sobre o curso e, desta vez, resolveu agarrar a oportunidade. “Estou quase me aposentando e quero fazer uma coisa diferente, como um hobby. Além disso, eu também vou reformar meu apartamento e quero estar apta a coordenar os trabalhos e até ajudar na pintura”, explica. “Aprender sempre é bom, eu estou muito ansiosa. E não tenho medo de me sujar de tinta”, brinca Maria.
Grafite
Em dezembro, a Escola Estadual Silviano Brandão ganhou sua primeira obra de pintura. A partir de uma parceria com o coletivo In “Graffiti”, um grupo de grafiteiros de Belo Horizonte, e a Suvinil, que doou 350 tubos de tinta spray, Nilce conseguiu garantir novos desenhos para a fachada da escola. Os grafiteiros decoraram os muros com temas relacionados ao meio-ambiente. A temática que estampa os muros da instituição foi escolhida pelos estudantes em 2009. Segundo a diretora, o grafite inibe a pichação. “Nossa pichação é mínima. Os próprios alunos, quando veem alguém pichando, já denunciam”, explica.