Escola Viva levará alunos da rede estadual para jornadas culturais no Espaço TIM UFMG do Conhecimento
BELO HORIZONTE (30/03/11) - A partir de abril até novembro deste ano, alunos da rede estadual terão a oportunidade de viajar pelo universo, conhecer o sistema solar e entender os questionamentos do homem sobre a origem da vida e o destino de cada um. Através de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), o Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, vai receber turmas de 52 escolas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, participantes do projeto "Escola Viva, Comunidade Ativa", da SEE.
Educadores dessas escolas se reuniram no Espaço, nesta terça-feira (30), onde foram orientados sobre as exposições e curiosidades que podem ser trabalhadas com os alunos no local e nas salas de aula. Eles visitaram o planetário; a instalação “O Aleph”, que a apresenta uma escada sem fim sugerindo a constante construção do conhecimento humano; e a exposição “Demasiado Humano”.
Esta última é dividida em três seções: “Origens”, que destaca os estudos sobre a origem da vida; “Vertentes”, que fala sobre o mundo em que vivemos e a diversidade humana; e “Águas”, que mostra a relação do homem com o meio ambiente e aponta caminhos para o futuro da humanidade. “O interessante aqui é buscar as dúvidas das crianças. Queremos que elas cheguem em suas escolas e continuem questionando os professores sobre o que viram”, destaca a coordenadora Pedagógica do Espaço do Conhecimento, Débora D’Ávila Reis.
As visitas dos estudantes ocorrerão todas as sextas-feiras, a partir do dia 29 de abril, nos turnos da manhã e tarde. Os recursos para transporte dos alunos já fazem parte da verba anual repassada às escolas que integram o projeto. “Estimulamos as ações externas, voltadas para a cultura e complementação curricular. O projeto Escola Viva busca contribuir para a formação de hábitos entre os estudantes”, explica a gerente do projeto, Maria Cristina Pinheiro de Pinho Machado.
Eliane Araújo de Vasconcelos é supervisora da Escola Estadual Maria da Glória Assunção, em Ribeirão das Neves. Ela acredita que a atividade externa é uma forma diferenciada de estudar ciências. “Trabalho em uma região carente, a maioria dos estudantes não tem a oportunidade de realizar passeios como este. Eles vão ficar encantados com o planetário”, explica a supervisora, que já começa a elaborar estratégias de trabalho com os alunos. “Temos o hábito de realizar atividades na escola a partir do passeio que fazemos. Assim o aprendizado fica mais interessante”, completa.
O professor de Biologia e Ciências da Escola Estadual Boa Vista, em Contagem, Ricardo Santos Silva, já teve a oportunidade de trazer seus alunos para o Espaço: “Na ocasião estava com estudantes do terceiro ano do ensino médio e eles gostaram muito. Tiveram a oportunidade de saber sobre várias versões para a origem da vida”.
Troca de experiências
A partir da visita ao Espaço do Conhecimento, o projeto “Escola Viva, Comunidade Ativa” vai manter contato com os educadores participantes para que eles possam trocar experiências sobre as atividades desenvolvidas nas escolas a partir da visita. A ideia é fazer com que as atividades externas complementem o conteúdo curricular dos alunos.
O Espaço do Conhecimento também vai montar a sua rede de colaboradores. “A maior fonte de informação de um professor é a sua experiência. Vamos pensar em criar uma rede, a partir desse grupo de professores, para trocar informações e ideias relacionadas a filmes, músicas, fotos e atividades para enriquecerem as visitas”, explica o auxiliar da Coordenação Pedagógica do Espaço do Conhecimento, Kleber Gesteira Matos.
Escola Viva
O projeto “Escola Viva, Comunidade Ativa” é voltado para o fortalecimento de escolas localizadas em áreas de vulnerabilidade social e sujeitas a índices expressivos de violência. Atualmente participam do projeto 440 mil alunos de 501 escolas estaduais localizadas em 103 municípios de todas as regiões de Minas. Só em Belo Horizonte são atendidas 107 escolas. Nos municípios da Região Metropolitana, 114 escolas.